A oposição é, naturalmente, ocupada por políticos, ou não políticos, que estão fora dos espaços de poder, muitos à espera por ocupar esses cargos públicos. É uma posição importante, se considerarmos que a oposição por diversas vezes na história política do nosso país foi a voz em defesa dos interesses da população, quando aqueles que deveriam a representar se encastelam e passam a governar para si e não para o povo.
Por outro lado, como em quase tudo no Brasil nos últimos tempos, a oposição também passou a ser espaço do oportunismo. Isso porque quem faz oposição tende a ganhar visibilidade. As críticas aos problemas que afetam diretamente o dia a dia do cidadão facilmente ganham adesão popular, ainda mais contra uma gestão em baixa e que já conta com a reprovação da massa, como é o caso do presidente Lula (PT) e do prefeito de Manaus, David Almeida (Avante).
Mas existe uma grande diferença da oposição inteligente – aquela que busca, de fato, a mudança, feita com ideologia, ética e é pautada pelos clamores da sociedade – da oposição oportunista, que mais busca ‘surfar’ na visibilidade que as pautas da oposição tendem a levantar do que na luta pelos interesses sociais.
Esses falsos oposicionistas geralmente surgem em anos de eleição, mas tão logo acaba esse período viram a casaca e vestem a camisa da situação, a mesma que antes diziam ser “críticos”. O discurso muda conforme a conveniência.
É essa conveniência política, a troca de favores por vantagens, que tem levado as gestões públicas à descrença e ao escárnio da sociedade.




