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Impacto da Seca na Economia do Amazonas

Seca Histórica na economia Amazonense

O ano de 2023 ficará marcado na história do Amazonas como um período desafiador, caracterizado por uma das piores secas já registradas nos rios que cortam essa vasta região. O impacto da seca não se limitou apenas ao meio ambiente, mas reverberou fortemente na economia do Estado, afetando diretamente as operações cruciais da Zona Franca de Manaus, paralisando a logística vital para as indústrias do Polo Industrial.

A estiagem severa em nossa região comprometeu de forma direta o transporte de mercadorias e matérias-primas essenciais para nossa indústria.

A Zona Franca de Manaus é um dos principais polos de atração de investimentos estrangeiros no Brasil. O setor industrial do Estado é responsável por cerca de 70% do PIB do Amazonas, quando a ZFM sofre algum tipo de problema, toda a cadeia econômica é diretamente impactada, pois há perda de emprego, renda, arrecadação aos cofres públicos e economia da região fica bastante fragilizada.

Como a Zona Franca de Manaus foi impactada?

A Zona Franca de Manaus, lar de mais de 500 indústrias multinacionais, enfrentou um cenário desafiador com paralisação da navegação fluvial, a chegada de matéria-prima essencial foi interrompida, impactando negativamente as operações das indústrias instaladas na região. Esse cenário prejudicial resultou em atrasos na produção, aumento de custos logísticos e, consequentemente, na redução da competitividade das empresas locais.

A falta de água nos rios impediu a navegação de navios cargueiros, o que levou à paralisação das atividades de diversas indústrias do PIM. De acordo com dados da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Amazonas, a produção industrial do Estado caiu 2,6% em outubro de 2023, em comparação com o mesmo mês do ano anterior.

(Foto: Divulgação)

Além do PIM, a seca também afetou a economia do interior do Amazonas. Muitas comunidades ribeirinhas dependem da pesca e da agricultura para sobreviver, e a falta de água comprometeu essas atividades, as consequências da seca se estenderam a todas as 62 cidades do Amazonas, especialmente aquelas que dependem exclusivamente do transporte fluvial para o abastecimento e escoamento de produtos.

A interrupção das rotas fluviais prejudicou o comércio local, a distribuição de alimentos e outros bens essenciais, afetando diretamente a qualidade de vida das comunidades do interior.

A indústria enfrentou um custo elevado de logística devido à seca histórica. Esses aumentos no custo de produção nem sempre são absorvidos pelo mercado, resultando em prejuízos que impactam diretamente a competitividade das empresas locais. Sendo assim é vital que se busquem soluções para mitigar esses custos e garantir a sustentabilidade das indústrias na região Norte.

Os principais impactos foram:

  • Paralisação das atividades;
  • Aumento dos custos logísticos;
  • Perda de competitividade;
  • Redução da produção agrícola;
  • Perda de renda;
  • Falta de produtos em todo Estado:

Falta de Infraestrutura logística

A falta de infraestrutura logística na região Amazônica é um dos principais fatores que agravaram os impactos na economia do Amazonas. A ausência de uma estrada ligando o Amazonas ao resto do Brasil torna o Estado ainda mais dependente do transporte fluvial. Nesse contexto é crucial que as autoridades invistam de forma substancial para transformar nossos rios em verdadeiras hidrovias.

A navegação fluvial não deve ser apenas uma opção sazonal, mas uma infraestrutura robusta capaz de suportar a economia local em todas as condições climáticas. Esses investimentos não apenas melhorarão a logística, mas também promoverão a resiliência econômica diante de eventos climáticos extremos.

Até o momento ainda não vimos uma ação efetiva do governo federal se manifestando sobre qual será o plano de ação para que eventos como este não paralise o PIM. Hoje todos nós observamos desastres ambientais no mundo inteiro com maior frequência, e aqui no Amazonas, enfrentamos inundação e estiagem como eventos climáticos mais significativos. É fundamental ouvir a voz da natureza e adotarmos medidas preventivas.

A preparação para anos de seca deve ser uma prioridade, evitando perdas de emprego, renda e arrecadação pública, dessa forma preservando a estabilidade econômica da região.

Além dos investimentos na infraestrutura logística, é importante adotar medidas para proteger o meio ambiente e prevenir desastres climáticos. A preservação da floresta amazônica é essencial para o equilíbrio do clima da região.

Mudanças Climáticas Globais

As mudanças climáticas representam um risco crescente para a região amazônica, e seus efeitos podem agravar os impactos da seca histórica que atingiu o Estado, pois já há previsões meteorológicas de uma vazante e estiagem de grandes proporções para 2024.

As projeções climáticas indicam que a Amazônia poderá sofrer um aumento na frequência e intensidade das secas. Isso significa que eventos como a seca de 2023 podem se tornar mais frequentes e severos no futuro.

O aumento da temperatura global está intensificando o ciclo hidrológico, levando a uma maior evaporação da água e a uma redução da precipitação pluviométrica.

A diminuição da cobertura florestal também contribui para o aumento da frequência e intensidade das secas, pois as florestas desempenham um papel importante na regulação do clima regional, que todos lembram além da seca, tivemos a fumaça cobrindo todo o norte do Brasil.

Temos a necessidade de uma ação urgente, ou plano estratégico por parte das autoridades locais, governos, empresas, sociedade civil se mobilizem para enfrentar os desafios das mudanças climáticas na região Amazônica. Uma ação conjunta e coordenada é fundamental para evitar os piores impactos das mudanças climáticas no Estado e garantir a sustentabilidade da Amazônia para as futuras gerações.

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