Caio Silva – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – O Ministério Público do Amazonas (MP-AM) detalhou os crimes atribuídos ao vereador Rosinaldo Bual (Agir), preso junto com uma assessora nesta sexta-feira, 3/10, durante operação que apura a existência de uma organização criminosa atuando dentro da Câmara Municipal de Manaus (CMM).
De acordo com as investigações, o parlamentar é suspeito de envolvimento em rachadinha, lavagem de dinheiro, concussão e posse ilegal de arma de fogo.
Durante a ação, o MP-AM apreendeu três cofres — um no gabinete de Bual, outro na casa da mãe dele e o terceiro em um sítio de sua propriedade. O vereador se recusou a fornecer as senhas, o que obrigou o Ministério Público a acionar o Corpo de Bombeiros para abrir os compartimentos.
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Além dos cofres, foram localizados dois cheques no valor de R$ 500 mil, destinados a um dos investigados, além de uma grande quantia em dinheiro vivo.
O volume de cédulas era tão expressivo que uma máquina de contagem precisou ser utilizada para contabilizar os valores, seguindo todos os protocolos de custódia, lacração e envio ao juízo competente.
Esquema de rachadinha
Segundo o coordenador do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), promotor Leonardo Tupinambá, o esquema envolvia uma alta rotatividade de funcionários no gabinete do vereador.

Documentos revelam que pelo menos 50 servidores passaram pelo cargo, sendo que muitos deles eram obrigados a devolver até metade dos salários recebidos.
“O dinheiro circulava entre quatro ou cinco pessoas da equipe antes de ser revertido ao próprio vereador”, explicou Tupinambá.
Como medida cautelar, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 2,5 milhões em contas vinculadas ao vereador. O MP-AM pretende apresentar a denúncia formal na próxima semana, dentro dos prazos legais.
*Em colaboração com Gabriel Lopes






