Lauris Rocha – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – O cinema amazonense está de luto. Faleceu nesta sexta-feira, 3/10, aos 77 anos, o cineasta Roberto Kahane, um dos maiores nomes do movimento cineclubista em Manaus nas décadas de 1970 e 1980. A informação foi confirmada por familiares.
Kahane foi um dos pilares do cineclubismo no Amazonas, ao lado de Joaquim Marinho e Aurélio Michiles. Fundador do Cineclube Lumière, dedicou sua trajetória à produção audiovisual voltada à cultura e à realidade amazônica, deixando um legado reconhecido por cineastas e cinéfilos de diferentes gerações.
“O cinema amazonense sofre um grande baque com a partida de Kahane, mas não fica vazio. Ele deixa um legado enorme e inspiração para as futuras gerações. Cineasta de formação, seus filmes e acervo perpetuam o respeito que sempre teve pela sétima arte. Obrigado, Roberto Kahane – você foi fundamental neste plano. Siga sempre pela luz do Altíssimo”, declarou o cineasta Jimmy Christian, em entrevista ao Rios de Notícias.
Com mais de 40 curtas-metragens em sua filmografia, Kahane também foi responsável por produções que resgatam a memória cultural da região. Entre elas, destaca-se o documentário “Silvino Santos, o Fim de um Pioneiro” (1970), lançado no mesmo ano da morte de Silvino Santos, um dos mais importantes realizadores de não-ficção do cinema brasileiro.
Homenagens e despedida
A jornalista Celes Borges também prestou homenagem ao cineasta, por meio do Instagram da apresentadora Norma Araújo, a “Manazinha”, com quem Kahane foi casado. “Um nome forte da nossa cultura, da nossa arte! Eu gostava muito dele e o guardarei nas minhas melhores lembranças”, escreveu.
O sepultamento de Roberto Kahane ocorreu na tarde desta sexta-feira, na Ala Judaica do Cemitério São João Batista, localizado na Avenida Álvaro Maia, zona Sul de Manaus.





