Elen Viana – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Municípios do Amazonas estão em situação de alerta por causa da cheia dos rios, segundo dados do Painel do Clima do Governo do Amazonas, divulgados nesta terça-feira, 10/2. Ao todo, são 12 municípios, sendo sete na calha do Juruá e cinco na do Purus.
Eirunepé é um dos municípios mais afetados, com a cota do rio atualmente em 16,76 metros. O município de Boca do Acre também está em situação de alerta, com a cota em 19,56 metros.
Além desses municípios, estão em alerta Canutama, Carauari, Envira, Guajará, Ipixuna, Itamarati, Juruá, Lábrea, Pauini e Tapauá.
Outros 13 municípios permanecem em situação de atenção: Amaturá, Apuí, Atalaia do Norte, Benjamin Constant, Fonte Boa, Humaitá, Jutaí, Maraã, Santo Antônio do Içá, São Paulo de Olivença, Tabatinga, Tefé e Tonantins.
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Cheia antecipada
A Defesa Civil do Amazonas informa que o pico da cheia pode ocorrer nas próximas semanas, com previsão de chuvas acima da média. A estimativa é de impacto em 35 municípios, alcançando cerca de 173 mil famílias, o que representa mais de 690 mil pessoas.
“Considerando a necessidade de garantir os serviços essenciais, todas as ações preparatórias e mitigadoras, como energia, água, telecomunicações e internet, são realizadas com antecedência. Nessas reuniões, compartilhamos os prognósticos para que todos os entes tenham acesso às informações e possam adotar as medidas necessárias, permitindo um enfrentamento organizado”, afirmou Francisco Máximo, secretário da Defesa Civil.
Entre as medidas previstas estão o envio de cestas básicas, água potável, caixas d’água e purificadores do programa Água Boa, kits de higiene e limpeza, medicamentos, além da compra de alimentos da agricultura familiar para reforçar a segurança alimentar das famílias atingidas.
A área da saúde também reforçou o plano de contingência, com a distribuição de kits de medicamentos específicos para o período de cheia, abastecimento de vacinas e soros, além do monitoramento diário de doenças de veiculação hídrica, como leptospirose, diarreias, malária e dengue.
O Barco Hospital São João XXIII deve ser direcionado aos municípios prioritários.






