Júnior Almeida – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – A desembargadora Luiza Cristina Marques, do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), decidiu manter a prisão preventiva de Cleusimar e Ademar Cardoso, mãe e irmão da ex-sinhazinha do Boi Garantido, Djidja Cardoso.
A decisão foi proferida no último dia 13 e rejeitou, em caráter imediato, o pedido de soltura apresentado pela defesa.
Os advogados sustentaram que os dois estariam submetidos a constrangimento ilegal, já que permanecem presos há mais de 600 dias sem sentença definitiva.
Apesar disso, a magistrada entendeu que não há elementos suficientes para uma decisão urgente e destacou a necessidade de uma análise mais aprofundada do processo. O caso agora seguirá para avaliação do colegiado.
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Na decisão, a desembargadora pontuou que os argumentos apresentados, como suposto excesso de prazo, ausência de contemporaneidade e fragilidade na fundamentação da prisão, devem ser examinados no julgamento definitivo, e não em caráter liminar.
“Embora os Impetrantes sustentam excesso de prazo, ausência de contemporaneidade e insuficiência de fundamentação para a manutenção da prisão preventiva, não há como ser deferida a medida de urgência, devendo o exame mais aprofundado da matéria ser reservado ao julgamento definitivo pelo órgão colegiado”, salienta a desembargadora.
Entenda o caso
Cleusimar e Ademar foram detidos em 28 de maio de 2024, mesma data em que Djidja Cardoso, de 32 anos, foi encontrada morta dentro de casa, no bairro Cidade Nova, zona Norte de Manaus.
Na ocasião, outras pessoas também foram presas, incluindo a gerente do salão de beleza do qual Djidja era sócia, identificada como Verônica da Costa Seixas.
As investigações se expandiram nos dias seguintes, levando à prisão de outros suspeitos, entre eles um ex-companheiro da vítima, profissionais ligados ao setor de estética e empresários.
De acordo com a polícia, parte do grupo estaria envolvida na aquisição irregular de cetamina, substância de uso veterinário com efeitos anestésicos e dissociativos.
Ainda conforme a apuração, o medicamento teria sido utilizado em encontros de uma suposta seita denominada “Pai, Mãe, Vida”, supostamente liderado por Cleusimar.
A substância era aplicada nos participantes, que entravam em estado de transe e ficavam em condição de vulnerabilidade, segundo as investigações.






