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Home Polícia

Caso Débora: júri em Manaus é marcado por comoção e pedido de justiça da família

Os réus seguem presos preventivamente desde 2023, ano em que o crime ocorreu

27 de maio de 2026
em Polícia
Tempo de leitura: 6 min
caso debora 5

Tia da vítima, Rita de Cássia Nascimento afirma que há quase três anos estão lutando por justiça para que os envolvidos sejam punidos (Foto: Tunico Santos/Rios de Notícias)

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Caio Silva – Rios de Notícias

MANAUS (AM) – O julgamento dos acusados pela morte da jovem grávida Débora da Silva Alves, de 18 anos, e do bebê que ela esperava começou nesta quarta-feira (27/5), no Fórum Ministro Henoch Reis, em Manaus, sob forte comoção e protestos da família da vítima.

O Tribunal do Júri, realizado na 2ª Vara do Júri da capital amazonense, pode durar até três dias e reacende um dos casos criminais de maior repercussão no Amazonas nos últimos anos.

Réus no processo, Gil Romero Machado Batista e José Nilson Azevedo da Silva respondem por duplo homicídio qualificado, aborto provocado por terceiro, violência doméstica e ocultação de cadáver. Os dois seguem presos preventivamente desde 2023, ano em que o crime ocorreu. O processo tramita em segredo de Justiça.

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Leia também: Paralisação pelo fim da escala 6×1 afeta transporte público e lota terminais em Manaus

Família relata dor do lado de fora do fórum

O início do julgamento foi marcado pela presença de familiares e amigos de Débora em frente ao fórum. A tia da vítima Rita de Cássia Nascimento afirmou que, há quase três anos, a família luta por justiça e pela punição dos envolvidos.

O início do julgamento foi marcado pela presença de famílias e amigos de Débora – Foto: Tunico Santos – Rios de Notícias
O início do julgamento foi marcado pela presença de famílias e amigos de Débora – Foto: Tunico Santos – Rios de Notícias

“A gente quer mesmo que a justiça seja feita e que os envolvidos peguem a pena máxima, porque o que fizeram com a Débora é uma coisa bárbara. É uma coisa que não pode ficar impune e que não pode ser paga com uma pena pequena”, afirmou.

O clima do lado de fora do fórum foi marcado por tristeza e expectativa durante o andamento da sessão.

“Esperamos um julgamento justo, porque até monstros como esses merecem um julgamento justo, para que tudo seja esclarecido e eles cumpram a pena. A sensação é de mãos atadas. Você fica desamparado, sente raiva, tristeza e angústia, porque a espera é muito grande. Lutar por justiça é cansativo”, destacou.

Caso Débora

Débora da Silva Alves desapareceu no dia 29 de julho de 2023, após sair de casa para encontrar Gil Romero Machado Batista, segundo as investigações da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM). A jovem estava grávida de oito meses.

Após o desaparecimento, familiares iniciaram buscas e cobraram respostas das autoridades. Dias depois, o corpo da jovem foi encontrado em uma área de mata no bairro Mauazinho, zona Leste de Manaus.

Conforme as investigações da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), Débora foi asfixiada antes de ter o corpo colocado dentro de um tonel e incendiado. O bebê também morreu.

Segundo a denúncia, Gil Romero mantinha um relacionamento extraconjugal com Débora e não queria assumir a paternidade da criança.

Julgamento

A sessão é presidida pelo juiz Fábio Lopes Alfaia. Os promotores André Epifânio e Timóteo Ágabo Pacheco de Almeida atuam pelo Ministério Público do Estado do Amazonas (MP-AM), com assistência da advogada Goreth Rubin.

O advogado Vilson Benayon atua na defesa de Gil Romero, enquanto José Nilson é representado por defensores públicos.

Em entrevista à imprensa, o juiz Fábio Alfaia afirmou que o processo é considerado complexo e que o julgamento deve se estender por mais de um dia.

“Iniciaremos hoje a oitiva das testemunhas. Os réus devem ser interrogados somente amanhã (quinta-feira)”, explicou.

Plenário

Os dois réus foram apresentados em plenário e acompanharam o início da sessão, que começou com a análise de requerimentos apresentados pela acusação e pelas defesas.

Foram indicadas nove testemunhas pela defesa de Gil Romero Machado Batista e cinco pela defesa de José Nilson Azevedo da Silva.

Embora o artigo 422 do Código de Processo Penal estabeleça o limite de cinco testemunhas em plenário, houve ampliação devido à pluralidade das condutas imputadas aos acusados, entendimento já reconhecido pelos tribunais brasileiros em casos envolvendo múltiplos crimes submetidos ao Tribunal do Júri.

Tags: Amazonascaso DéboracrimejulgamentoManauspOLÍCIA

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