Kataryne Dias – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – No terceiro dia de julgamento do Caso Débora, nesta sexta-feira, 29/5, familiares e amigos de Débora da Silva Alves, de 18 anos, seguem mobilizados em frente ao Fórum Ministro Henoch Reis, na zona Centro-Sul de Manaus, acompanhando o julgamento dos acusados pelo assassinato brutal da jovem, ocorrido em julho de 2023.
O caso ganhou grande repercussão no Amazonas e também em destaque nacional pela violência do crime e pela comoção causada entre parentes e a população.

Segundo o pai de Débora, José Cunha, a família vive dias de ansiedade e expectativa pelo fim do julgamento. Ele afirmou esperar que o acusado seja condenado com pena máxima.
“É uma ansiedade que não acaba, né? É a expectativa de terminar esse júri, que termina amanhã. Não sei se vai se estender pelo domingo, e a expectativa é muito grande de que ele saia daqui condenado, que cumpra a pena dele (…) e eu creio que ele vai ser condenado e que pegue a pena máxima”, falou José.
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Julgamento e decisão final
O julgamento ocorre na 2ª Vara do Júri da Comarca de Manaus e deve seguir até domingo, 31, devido à complexidade do caso e aos debates entre defesa e acusação. Débora estava grávida quando foi assassinada, fato que aumentou a comoção da família e reacendeu discussões sobre violência contra a mulher.
Durante o julgamento, familiares e amigos realizam manifestações pedindo justiça e a condenação dos réus. A tia de Débora, Rita de Cássia destacou que a família aguardava há meses pelo início do julgamento e afirma que a espera aumentou ainda mais o sofrimento dos parentes.
“Há três dias nós estamos aqui, firmes e fortes, graças a Deus, esperando que essa justiça seja feita, porque é uma espera de quase três anos, e acreditamos na Justiça, que até o final de semana tudo será resolvido e a sentença será decretada”, destacou Rita.

Entenda o caso
Débora da Silva Alves desapareceu no dia 29 de julho de 2023, após sair de casa para encontrar Gil Romero Machado Batista. Grávida de oito meses, a jovem de 18 anos foi encontrada dias depois morta em uma área de mata no bairro Mauazinho, zona Leste de Manaus.
Segundo a Polícia Civil, ela foi asfixiada, teve o corpo colocado em um tonel e incendiado. O bebê também morreu. De acordo com a investigação, o suspeito mantinha um relacionamento extraconjugal com Débora e não queria assumir a paternidade da criança.
O Portal RIOS DE NOTÍCIAS segue acompanhando o caso de perto pela população amazonense e movimenta a área do fórum desde o início da sessão.






