Conceição Melquíades – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Paula, mãe da jovem Debora da Silva Alves, de 18 anos, grávida de 8 meses, que foi morta com extrema crueldade, usou o momento do cortejo fúnebre, na manhã deste sábado, 5/8, para fazer um apelo para que as autoridades encontrem o assassino de sua filha e o bebê, que não foi localizado.
“Quem vir, quem encontrar esse homem não faça maldade com ele, deixe ele vivo para ele falar onde botou o bebê”, apela a mãe, que disse ainda, que mesmo que o assassino seja punido a dor que está sentido não será apagada, nem trará sua filha de volta.
“O que ele fez com minha filha foi uma brutalidade, minha filha não merecia isso, ela era uma menina boa. Eu tinha esperança de encontrar minha filha toda inteira, não da forma que encontrei. Eu imploro, encontrem esse homem, para ele dizer onde ele botou o bebê”, suplica Paula.
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Debora teve o corpo queimado com óleo quente e também outra substância inflamável, segundo a perícia, após ser estrangulada e colocada dentro de um camburão preto em uma área de mata nas proximidades do Parque Mauá, no bairro Mauzinho, zona Leste de Manaus, quando foi encontrada na manhã de quinta-feira, 3/8.
Segundo os familiares, um dos envolvidos no crimes foi quem informou onde estava o corpo de Débora. O Instituto Médico Legal (IML) constatou que ela foi estrangulada, os pés decepados e carbonizada.
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Debora Alves estava com 18 anos, grávida de 8 meses, e desapareceu na madrugada de domingo, 30/7. Ela saiu de casa para encontrar com o pai do bebê que gestava, Gil Romero Machado Batista, um homem casado, que se envolveu com Débora, que na ocasião tinha 17 anos. A jovem se apaixou e acabou engravidando.
Porém, quando Débora se descobriu grávida e contou a Romero, ele passou a destratá-la e a desprestigiá-la, segundo contam seus familiares, que começaram a preparar o enxoval do bebê, que estava sendo esperado com amor pelos familiares da adolescente, que também já haviam, inclusive, escolhido o nome para ele, Arthur Vinícius.
Encontro
Paula lembra que na noite de sábado, Romero ligou para Debóra e marcou um encontro na esquina próxima da casa em que ela morava. Ele disse para Débora que lhe daria uma quantia em dinheiro para auxiliar na compra de um protetor de berço, item que faltava no enxoval.
Contudo, sua mãe Paula recomendou que não fosse, visto que em uma ocasião anterior, Romero já havia lhe agredido. Na ocasião, na tentativa de se aproximar de Débora, Romero lhe chamou para comer um sanduíche em uma lanchonete, mas assim que ela chegou ao local combinado, ele a levou para uma área de mata e a ameaçou de morte, inclusive, exigiu que ela fizesse o aborto.
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Contra a vontade da mãe, que estava no local de trabalho, Débora foi se encontrar com Romero e não voltou mais. Diante do desaparecimento, a família fez um boletim de registro na segunda-feira, 31/7.
Na quinta-feira, 3/8, um homem que trabalhava com Romero, José Nilson Azevedo da Silva, mais conhecido como ‘Nego’, ligou para a família e informou o local onde o corpo estava.
Nego foi preso no mesmo dia em operação deflagrada pela Polícia do Amazonas, como sendo um dos suspeitos do brutal assassinato. Porém, ele contou que quando chegou ao local onde o corpo foi abandonado a jovem já estava sem vida.
Reconhecimento do corpo e despedida
No IML, familiares fizeram o reconhecimento do corpo que foi velado para a realização do funeral.
O corpo de Debora foi velado em uma igreja na rua Gardenha, no bairro Gilberto Mestrinho, zona Leste de Manaus. Familiares e amigos prestaram suas últimas homenagens tomados pela dor e perda das duas vidas, Débora e Arthur Vinícius – o bebê ainda não foi encontrado.
O sepultamento da jovem ocorreu na manhã deste sábado, no cemitério Parque Tarumã, situado na Zona Oeste de Manaus.
Procurado
A polícia solicita para quem tiver informações a respeito do paradeiro deste homem, entrar em contato com pelos números (92) 98118-9535, disque-denúncia da DEHS, ou 181, da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM).






