Gabriel Lopes – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Familiares e amigos de Débora da Silva Alves realizaram nessa segunda-feira, 29/7, um ato público no Calçadão da Praia da Ponta Negra, zona Oeste, pedindo por celeridade da Justiça no julgamento do caso. A jovem foi assassinada, grávida de oito meses, em julho do ano passado.
Gil Romero Machado Batista, ex-namorado de Débora, e José Nilson Azevedo da Silva, foram presos pela Polícia Civil suspeitos do crime. Os dois devem ser julgados por júri popular pelos crimes de duplo homicídio qualificado, aborto e ocultação de cadáver, em data a ser definida pela Justiça do Amazonas.
“Nós viemos hoje aqui fazer essa homenagem para Débora e Arthur. Viemos também pedir justiça, pra que esse homem seja julgado, condenado, e que ele não venha a sair e fazer isso com outras pessoas, outras vítimas. Peço que as autoridades olhem para nós. Não queremos vingança, só queremos justiça”, declarou Paula Cristina, mãe de Débora, a uma TV local.
Leia mais: Caso Débora: acusados de matar mulher grávida vão a júri popular
Paula Cristina conta que as saudades ainda são grandes e que o quarto que Débora preparou para seu bebê ainda está montado, com todos os seus pertences. A indignação e o clamor por justiça são, segundo ela, necessários para confortar seu coração, que não deseja mal para o suspeito.
“Eu digo assim: ‘Na minha casa hoje em dia eu não tenho mais alegria’. Eu tenho outros filhos, mas ela era nossa alegria. Não porque ela está falecida, não porque aconteceu isso com ela, mas ela sempre foi a alegria da nossa família, aonde minha filha chegava ela contagiava todo mundo”, comentou a mãe emocionada.
Relembre o caso

Conforme a denúncia do Ministério Público do Estado do Amazonas (MPE-AM), no dia 30 de julho de 2023, por volta de 00h40, na Usina Termoelétrica Mauá 2, bairro Mauazinho, zona Leste, Gil Romero e José Nilson mataram Débora e seu bebê, que na ocasião estava no oitavo mês de gestação.
Débora foi asfixiada com fio elétrico. Na sequência, os dois colocaram o corpo em um tonel e atearam fogo. Ainda conforme a denúncia, assim que José Nilson deixou o local, Gil Romero abriu a barriga de Débora e retirou a criança. Os restos mortais do bebê foram encontrados semanas depois próximo do local onde Débora foi morta.
Gil Romero mantinha um relacionamento extraconjugal com Débora da Silva Alves, que resultou na gravidez da jovem. O crime teria sido cometido para esconder os resultados da relação entre eles.






