Lauris Rocha – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Pessoas com deficiência e o público em geral agora podem vivenciar uma nova experiência sensorial no Bosque da Ciência, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI). O espaço ganhou uma trilha feita com madeiras amazônicas, criada para estimular os sentidos e promover o contato direto com a natureza em pleno coração urbano de Manaus.
O percurso, que deve ser feito descalço, convida o visitante a uma caminhada atenta e concentrada, explorando diferentes texturas, formas e aromas de madeiras regionais. A experiência despertou curiosidade e emoção entre os visitantes e familiares que participaram da inauguração.
“Buscamos, em todos os projetos, tornar o Bosque da Ciência cada vez mais inclusivo, permitindo que a sociedade tenha acesso à informação e à vivência científica. É uma imensa alegria oferecer condições adequadas aos nossos visitantes e reafirmar nosso compromisso como elo entre o Inpa e a sociedade”, destacou o coordenador do Bosque da Ciência, Jorge Lobato, nesta sexta-feira, 7/11, em entrevista ao Rios de Notícias.

Aproveitamento de resíduos de madeira e pesquisa científica
A trilha sensorial é resultado da pesquisa de mestrado de Isabella Ono, do Programa de Pós-Graduação em Ciências de Florestas Tropicais (PPG-CFT) do Inpa. O trabalho é orientado pelo Dr. Niro Higuchi, do Laboratório de Manejo Florestal (LMF), e coorientado pela Dra. Maria Inês Gasparetto Higuchi, do Laboratório de Psicologia e Educação Ambiental (LAPSEA).
O projeto investiga o uso de resíduos de madeira como ferramenta de sensibilização ambiental e restauração psicológica, analisando os efeitos positivos do contato com a floresta sobre o bem-estar humano.
A trilha é composta por 19 tipos de madeiras amazônicas, reaproveitadas de árvores caídas na Reserva Experimental ZF2 e no próprio Bosque da Ciência.
Segundo Isabella Ono, o objetivo é estimular a percepção sensorial e proporcionar um momento de introspecção e conexão com a natureza.
“A proposta é permitir que o visitante, ao caminhar de forma introspectiva, perceba as diferentes características das espécies amazônicas e sinta os benefícios físicos e psicológicos que o contato direto com a natureza proporciona”, explicou a pesquisadora.












