Lauris Rocha – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Nesta segunda-feira, 1º de abril, o Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia (INPA) comemora os 29 anos de trajetória do Bosque da Ciência. Consolidado em Manaus, o Bosque já recebeu mais de 2,5 milhões de visitantes.
“São turistas de mais de 40 países diferentes, onde por ano a gente chega a atender cerca de 400 instituições de ensino que realizam excursões pedagógicas”, lembra o coordenador do Bosque da Ciência, Jorge Lobato que conversou com o portal RIOS DE NOTÍCIAS.
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O Bosque da Ciência foi criado para ser um espaço de popularização da ciência, de educação ambiental, de estímulo ao interesse do visitante pela preservação da rica diversidade amazônica e suas possibilidades de uso sustentável que inspira bem-viver.

“Aqui, os visitantes e os próprios amazonenses adquirem conhecimentos atuais sobre a região amazônica, as preocupações com os cenários na segurança alimentar, recursos hídricos, gestão florestal, gestão de energia, dinâmicas ambientais e alternativas para o desenvolvimento regional, tendo como foco o ser humano e o turismo científico como opção para conhecer a biodiversidade amazônica”, ressalta Lobato.
Através do Bosque, O INPA busca fortalecer sua identidade, gerar conhecimento estratégico para a proteção e desenvolvimento regional, formar profissionais de alto nível de várias especialidades, indicar caminhos para as problemáticas enfrentadas pela sociedade e socializar resultados.
Além de ser um ambiente que permite o contato com a natureza, o parque oferece projetos e programação variados no decorrer do ano, usando meios lúdicos, interativos e dinâmicos.
História
Jorge Lobato chegou a Manaus no início da década de 90 transferido do Museu Emílio Goeldi (PA). Na capital Amazonense participou de toda a concepção inicial da estruturação dos primeiros traços, em 1992, para criar o projeto do Bosque.
“Inauguramos em 1995, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (FHC) veio a Manaus e inaugurou no dia 1º de abril o Bosque. O governador era até o Amazonino, desde então, recebe mais de 130 mil pessoas por ano, é gratificante ver quem vem a nossa cidade visitar o Bosque da Ciência, do INPA”, destaca.

Para o coordenador é fundamental, nesses 29 anos, criar essa identidade amazônica. Esse é o maior feito do Instituto “quebrar seus muros” e prestar conta à sociedade o que se faz de ciência e ecologia na Amazônia.
Educação ambiental
Ney Amazonas, servidor público federal no INPA durante 38 anos conta que era com imensa satisfação que trabalhava no espaço.
“Além de ser um lugar lindo que recebia turistas brasileiros e de vários países, era também a porta de entrada para residentes em Manaus, estudantes de escolas públicas, particulares e universitários que, além do lazer, recebiam muitas informações dos trabalhos realizados nesta grande instituição do nosso país”, relembra.
O Bosque desempenhava esse papel através dos vários projetos realizados com a participação de cientistas e pesquisadores do INPA. Além de tudo isso, é um dos pontos turísticos mais visitados em Manaus, proporcionando lazer e informação para todos.
“Gostaria de dizer muito obrigado e saudar todas e todos da equipe atual do Bosque da Ciência, os que já passaram por lá e contribuíram muito para a socialização do conhecimento, visando a popularização da ciência aqui na Amazônia. Desejo que o Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia possa cada vez mais estar contribuindo nesse processo de aproximar as pesquisas à sociedade. Viva a ciência, viva o Bosque da Ciência, viva a popularização da ciência!”, comemorou o coordenador Jorge Lobato.






