Júlio Gadelha – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) publicou um vídeo nas redes sociais, nesta terça-feira, 15/4, em que aparece caminhando nos corredores do hospital onde está internado, em Brasília (DF).
Em suas publicações, ele afirmou estar “concentrado” na recuperação da sexta cirurgia desde 2018, decorrente da facada que sofreu naquele ano, e classificou o procedimento como o mais “invasivo” pelo qual já passou. Segundo a equipe médica, ele apresenta boa evolução clínica.
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As visitas estão restritas a familiares e profissionais de saúde. Em um dos posts, Bolsonaro explicou: “Por orientação médica, apenas familiares e profissionais de saúde estão autorizados a acompanhar de perto. Isso é essencial para evitar conversas e estímulos que possam causar dilatação e até mesmo descolamento da parede abdominal”.
O ex-presidente destacou a complexidade da cirurgia: “Entendo que esse foi o procedimento mais invasivo que aconteceu”, referindo-se às intervenções decorrentes do ataque sofrido em 2018.
Ele também compartilhou detalhes sobre seu estado de saúde: “Os médicos explicaram que as primeiras 48 horas após a cirurgia são fundamentais para avaliar nossa recuperação. Esse é o período em que os órgãos que foram manipulados durante o procedimento de mais de 12 horas começam a desinflamar, permitindo observar os primeiros sinais de uma real situação”.
Boletim médico aponta estabilidade
Em boletim divulgado nesta terça-feira, o Hospital DF Star informou que Bolsonaro permanece na UTI, mas em estabilidade clínica e sem dor.
“O ex-presidente Jair Bolsonaro segue internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), em acompanhamento pós-operatório. Mantém estabilidade clínica, sem dor, sangramentos ou outras intercorrências. Tem previsão de fisioterapia motora (com deambulação) e respiratória. Persiste a recomendação de não receber visitas, e não há previsão de alta da UTI”, diz o comunicado.
No último domingo, o ex-presidente passou por uma cirurgia de mais de 12 horas para desobstruir parte do intestino. O procedimento, considerado de “grande porte”, teve como objetivo remover aderências no órgão e reconstruir a parede abdominal.






