Lauris Rocha – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Após o prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), entrar na água da Praia da Ponta Branca, no domingo, 15/3, no bairro Educandos, zona Sul da capital, e afirmar que o local estava revitalizado, uma análise da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) apontou alta concentração de coliformes fecais acima do limite permitido para banho.
O resultado indica que a área está imprópria para banhistas e reacendeu o debate sobre a qualidade da água na região, especialmente após a reabertura da praia e o aumento no número de visitantes.
A repercussão foi imediata nas redes sociais, com críticas à postura do prefeito. Internautas apontaram risco à saúde pública e acusaram a ação de incentivar a população a frequentar um local contaminado. “É uma total irresponsabilidade”, comentou um usuário. Outros classificaram a atitude como eleitoreira, destacando o contexto de pré-campanha.
“Uma hora dessas ele já tomou uns mil remédios pra verme”, disse outro. “E o prefeito estimulando ainda mais o adoecimento da população. Banho de esgoto”, disse um internauta.
Durante a semana, o episódio ganhou ampla visibilidade, ampliando os questionamentos sobre a efetividade das obras de revitalização e a fiscalização das condições ambientais da área.
A visita ocorreu após a conclusão de intervenções urbanas que reabriram o espaço ao público. Na ocasião, o prefeito interagiu com moradores, cumprimentou frequentadores e chegou a consumir alimentos no local em um gesto que buscava simbolizar confiança na recuperação da área, mas que agora é confrontado por evidências técnicas que indicam riscos à saúde da população.






