Redação Rios
MANAUS (AM) – Na noite de terça-feira, 21/11, a companhia de teatro do Amazonas, Ateliê 23, celebrou sua consagração no 22º Prêmio Cenym de Teatro Nacional, promovido pela Academia de Artes no Teatro do Brasil.
Em uma conquista dupla, o Ateliê 23 foi premiado como a “Melhor Companhia”, enquanto o espetáculo “Cabaré Chinelo” recebeu o prêmio de “Melhor Figurino”. Além de ganhar esses prêmios, o coletivo também foi indicado como “Melhor Elenco” nesta edição.
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O êxito não é novidade para “Cabaré Chinelo”, que já havia sido reconhecido com três prêmios no 17º Festival de Teatro da Amazônia, em outubro, se destacando nas categorias de “Melhor Espetáculo”, “Melhor Direção” e novamente “Melhor Figurino”.
Este drama, que retrata a história de mulheres vítimas de um esquema de tráfico internacional e sexual durante a Belle Époque no Amazonas, continua a cativar tanto críticos quanto o público. O espetáculo foi indicado ainda nas categorias “Melhor Atriz”, “Melhor Ator” e “Trilha Sonora”.

Taciano Soares, diretor do Ateliê 23 e do próprio “Cabaré Chinelo”, enfatiza que o prêmio de “Melhor Companhia” é uma consagração de uma década de dedicação do grupo.
“O ‘Cabaré Chinelo’ é a reunião de vários profissionais que têm trabalhado em favor de um foco, que é contar a verdadeira história dessas mulheres. Nada é mais importante que isso, nenhum artista é maior que a obra e acreditamos que foi o que nos trouxe até aqui”, avalia Taciano Soares. “Esse prêmio para o Norte é muito relevante, porque o Ateliê 23 e o ‘Cabaré Chinelo’ estão reescrevendo a história do teatro brasileiro”.
A jornada de sucesso do Ateliê 23 não se limita ao teatro. Este ano, a companhia também foi agraciada com o prêmio de melhor atuação nacional no 8º Festival Internacional de Cinema da Diversidade Sexual e de Gênero de Goiás, graças à performance de Taciano Soares como Belinho, no filme “A Bela é Poc”, o primeiro curta do grupo.
Retorno ao Teatro Amazonas
A peça inspirada na pesquisa de Narciso Freitas volta ao Teatro Amazonas neste sábado, 25/11, para duas sessões, às 19h e 21h30.
O elenco traz Vivian Oliveira, Sarah Margarido, Andira Angeli, Julia Kahane, Thayná Liartes, Fernanda Seixas, Daphne Pompeu, Daniely Peinado, Vanja Poty, Ana Oliveira, Bruna Pollari, Allícia Castro, Taciano Soares e Eric Lima, além dos músicos Yago Reis, Guilherme Bonates e Stivisson Menezes, totalizando 17 artistas.
Os ingressos estão à venda a partir de R$ 50, em shopingressos.com.br. Tem direito a meia-entrada: estudantes e professores da rede pública e privada; idosos; e artistas de qualquer linguagem. É necessária comprovação, de qualquer natureza, para todos os grupos descritos acima. PCDs têm direito a entrada gratuita.
O projeto, em parceria com a companhia de teatro argentina García Sathicq, tem apoio do Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), além da Fundação Nacional de Artes (Funarte) e Fondo de Ayudas para las Artes Escénicas Iberoamericanas – IBERESCENA.
Sobre o Ateliê 23
Este ano, o coletivo amazonense completa dez anos de atuação. Com sede no Centro de Manaus desde março de 2015, na Rua Tapajós, 166, o Ateliê 23 tem em seu repertorio 30 espetáculos, cinco shows e quatro obras audiovisuais.
A principal do característica do grupo teatral é trabalhar com histórias reais, objeto da tese de Doutorado “Bionarrativas Cênicas: Dispositivos de Comoção em Obras do Ateliê 23”, defendida pelo diretor Taciano Soares na Universidade Federal da Bahia.
Entre obras de sucessos de público e crítica estão “Helena”, selecionado para a mostra a_ponte: cena do teatro universitário do Itaú Cultural e indicado ao Prêmio Brasil Musical; “da Silva” e “Ensaio de Despedida”, indicados para o projeto Palco Giratório, do Sesc; “Vacas Bravas” e “Persona – Face Um”. Este último colocou em pauta o tema transfobia e ficou um ano e meio em cartaz.
*Com informações da assessoria






