Redação Rios
MANAUS (AM) – As associações representativas dos policiais e bombeiros militares do Amazonas realizaram, no sábado, 16/5, uma Assembleia Geral para discutir pautas consideradas prioritárias para a categoria. O encontro reuniu representantes da APPBMAM, APEAM, APBMIR, FOPMEAM e ASSPBMAM, além de associados da capital e do interior do estado.
Durante a assembleia, foram debatidas e aprovadas, por unanimidade, pautas que serão apresentadas ao governador interino do Amazonas, Roberto Cidade. Entre os principais pontos estão o reajuste salarial da categoria, promoções e progressões funcionais, além da atualização da data-base e do auxílio-moradia.
As entidades também cobraram a regularização das promoções, que, segundo os representantes, deveriam ser realizadas desde 2022 pelo Governo do Estado. Outro ponto destacado foi o auxílio-alimentação, que permanece sem atualização há mais de 10 anos, no valor de R$ 600.
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As associações afirmam que as reivindicações refletem demandas históricas dos policiais e bombeiros militares e reforçam a necessidade de valorização profissional e melhores condições de trabalho para os servidores da segurança pública estadual.
“Queremos diálogo e negociação de verdade, não decisões impostas sem ouvir a categoria. A assembleia mostra a união da tropa e aquilo que os policiais e bombeiros realmente defendem”, afirmou o presidente da APPBMAM, Guthemberg Oliveira.
Situação de policiais custodiados
Outro tema que ganhou destaque durante a assembleia foi a situação de policiais militares presos e atualmente custodiados no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), em Manaus. Familiares participaram da reunião e relataram preocupações relacionadas à segurança, estrutura e condições do local onde os agentes estão detidos.
Segundo os relatos, a permanência dos policiais no mesmo complexo onde estão custodiados criminosos presos pelas próprias forças de segurança representaria risco à integridade física dos agentes. Também foram citadas queixas sobre superlotação, estrutura inadequada e condições de higiene da unidade.
Após as discussões, as associações aprovaram, por unanimidade, o ingresso de um mandado de segurança coletivo com o objetivo de solicitar a transferência dos policiais para uma unidade prisional considerada mais adequada, com melhores condições de segurança e dignidade.
“Após uma análise jurídica aprofundada, decidimos ingressar com um mandado de segurança coletivo para proteger os militares que estão custodiados nesse estabelecimento prisional. Hoje, eles estão dentro do Compaj, interligados a presos comuns, muitos ligados a facções criminosas. O mais grave é que não existe sequer uma separação segura entre os presídios”, afirmou o representante Gerson Feitosa.
As entidades reforçaram que a medida busca garantir a integridade dos policiais custodiados e o cumprimento dos direitos e garantias previstos em lei.
*Com informações da assessoria






