Lauris Rocha – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – O nível do Rio Negro em Manaus atingiu a marca de 12,66 metros (o mais baixo registrado em toda a história), nesta sexta-feira, 4/10, tornando-se a maior seca na capital amazonense.
Os dados de medição são do Serviço Geológico do Brasil (SGB), e de acordo com o órgão, o recorde foi quebrado nessa quinta-feira, 3/10, quando o rio Negro atingiu a cota de 12,68 metros ultrapassando a marca histórica de 12,70 metros, registrada em 2023.
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Além da apresentação da cota mínima no Rio Negro, o órgão mostrou as análises sobre a seca na Bacia do Rio Amazonas e a previsão do início da enchente que vai começar pelo município de Tabatinga, a 1.106 quilômetros de Manaus.
“Já houve um repiquete no município de Tabatinga, setembro e outubro, são os meses de previsão do inicio do processo de estabilização da seca naquela região. Em outubro e na primeira quinzena de novembro a enchente vai começar pelo município de Tabatinga. Geralmente 50% da enchente começa neste período”, esclareceu o pesquisador do SGB, André Martinelli.
André Martinelli, pesquisador do SGB, mostrou como está a vazante neste mês de outubro nas calhas dos rios: Solimões, Amazonas, Madeira, Purus, Juruá e Javari considerada ainda muito abaixo da normalidade. “O cenário mais crítico da seca nesta região foi observado na segunda quinzena de agosto e setembro”, informou.

Um pouco abaixo da normalidade estão as calhas dos rios: Negro, Japurá e Içá. Já a vazante está sendo considerada pelo SGB dentro da normalidade no Rio Branco, no estado do Acre.
Todos os dados para as análise foram coletados pelos pesquisadores em geociências, do Serviço Geológico do Brasil, por satélite através do https://hydrologyfromspace.org/hfs-app/
Ainda sobre as condições atuais da bacia do Solimões, a cota atual até está sexta-feira é de (-199 cm), no final de setembro a cota era de (-254 cm), ou seja, em comparação com anos anteriores foi maior do que em 2010, que ficou em segundo lugar no ranking do cenário hidrológico com (-86 cm) e em terceiro lugar, em 2023, com a cota de (-75 cm).

Segundo Martinelli, os eventos extremos de seca e cheia nos rios da Amazônia tem se tornado cada vez mais frequentes, o que preocupa os cientistas. “É necessários estudos aprofundados e ter uma preocupação mundial com este fenômenos intensos na região amazônica”, pontuou.
Impactos

Um levantamento da Secretaria Municipal de Segurança Pública e Defesa Social (Semseg) mostra a quantidade de afetados pela severa estiagem deste ano em Manaus.
Na capital, dez bairros estão afetados, nas comunidades ribeirinhas e rurais são 83 afetados, sendo 46 áreas isoladas e, ainda conforme a secretaria, 7.443 famílias estão afetadas pela seca dos rios, totalizando 25.189 pessoas impactadas.






