Elen Viana – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – A Prefeitura de Manaus informou, por meio de nota da Guarda Municipal, que os agentes não efetuaram disparos na ocorrência que resultou na morte de Bruno Santos Girão, de 22 anos, na zona Oeste da capital.
Segundo o posicionamento oficial, a equipe realizava averiguação de uma denúncia na região central quando ouviu um disparo de arma de fogo. Ao entrarem no local, os agentes já teriam encontrado o jovem caído ao solo.
Ainda conforme a nota, os guardas prestaram os primeiros socorros imediatamente e acionaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Bruno foi encaminhado ao hospital, onde o óbito foi posteriormente confirmado.
A Prefeitura destacou que não houve disparo por parte dos agentes e informou que os armamentos utilizados pela equipe foram disponibilizados para exame balístico, como forma de garantir transparência na apuração do caso. A Guarda Municipal também afirmou que permanece à disposição das autoridades.
Protesto por justiça
A morte do jovem gerou revolta entre moradores do bairro Compensa, que realizaram uma manifestação na noite desta quinta-feira, 26/2, na avenida Brasil. Durante o protesto, pneus foram queimados e a via chegou a ser bloqueada.
Cartazes exibidos pelos manifestantes cobravam esclarecimentos sobre a morte de Bruno. Segundo moradores, ele teria sido baleado durante uma abordagem envolvendo a Guarda Municipal no Beco União.
O caso
De acordo com o Boletim de Ocorrência registrado na Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), o fato ocorreu na madrugada de quinta-feira, no beco São Francisco.
A Guarda Municipal informou que realizava patrulhamento na avenida Brasil quando avistou dois homens correndo em direção ao beco. Ao se aproximarem, os agentes ouviram Bruno pedindo ajuda.
O Samu foi acionado e o jovem, atingido por um disparo na região direita do tórax, foi levado ao Hospital e Pronto-Socorro 28 de Agosto por volta das 3h15. Apesar dos esforços médicos, ele não resistiu.
Laudo do Instituto Médico Legal (IML) apontou como causa da morte anemia aguda hemorrágica decorrente de lesão cardíaca provocada por instrumento perfurocontundente.
O caso segue sob investigação da DEHS, que apura as circunstâncias do disparo.






