Lauris Rocha – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – A denúncia de uma mãe ao Rios de Notícias sobre agressões, bullying e constrangimentos contra o filho, que é adolescente, dentro da Escola Estadual de Tempo Integral Bilíngue Professor Djalma da Cunha Batista, localizada na Avenida Rodrigo Otávio, bairro Japiim, zona Sul de Manaus, repercutiu nesta quinta-feira, 21/8, nas redes sociais.
O Portal Rios de Notícias entrou em contato com a Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar (SEDUC) para esclarecer as denúncias e saber quais providências foram ou estão sendo adotadas em relação ao caso. Em resposta, a pasta informou que, durante a apuração realizada pela unidade escolar, foi identificado um relato referente a um episódio pontual envolvendo estudantes.
Nas redes sociais, porém, familiares de alunos e ex-alunos relataram situações semelhantes e fizeram críticas à rotina da unidade.

“Minha sobrinha estudou nessa escola. Graças a Deus saiu. Tinha alunos que parecia que nem educação tinha. Não tinha aula. Fora os bullying que ela sofria. Não recomendo a escola. Tempo integral e quase não tem professores”, relatou um familiar.

“Djalma Batista já foi um ótimo colégio. No tempo que o Orlando era diretor, ele botava regras na escola e nunca teve isso, porque as regras eram rígidas. Se o aluno fizesse algo de errado, os pais eram chamados. Se os pais não resolvessem o problema, o aluno poderia ser transferido de escola. O colégio era um dos melhores na educação. Hoje já não tá tanto assim. Estou falando porque já estudei, meus filhos estudaram e hoje meu neto que estuda aí. Um dia desses ele apareceu com um machucado no braço”, disse uma mãe.
Mudança de direção
O caso envolvendo o adolescente ocorreu em abril deste ano. Nas redes sociais, outros pais também mencionaram uma recente mudança na direção da escola e avaliaram que a situação pode apresentar melhorias.

“A escola é muito boa e realmente tem um histórico ruim sobre comportamento dos alunos. Ela está com diretor novo tem 2 meses e ele está botando ordem na casa. Já teve muitas mudanças significativas”, defendeu um pai de aluno.
“Teve uma mudança de gestão, AGR as coisas vão melhorar”, destacou outro internauta.
Medidas adotadas
Em resposta, a Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar, por meio do Núcleo de Inteligência em Segurança Escolar (Nise), informou que tomou conhecimento da situação envolvendo o adolescente e realizou as intervenções e os encaminhamentos necessários.
Segundo a SEDUC, o estudante foi acolhido e recebeu atendimento psicossocial, com os devidos encaminhamentos voltados à sua proteção e bem-estar.

“Ressalta-se que, entre os dias 27 e 31 de julho, o Nise realizou uma intervenção técnica na unidade, com monitoramento da rotina escolar, ações preventivas com estudantes, atendimento psicossocial individualizado, capacitação dos profissionais e fortalecimento dos protocolos de atendimento e da rede de proteção. Ao todo, foram realizados 19 atendimentos psicossociais durante a intervenção, permanecendo os casos em acompanhamento”, explicou a SEDUC.
Projeto Antibullying
Como parte das medidas adotadas, a unidade também fortaleceu o Projeto Antibullying, implementou o Termo de Convivência Escolar e passou a contar com monitoramento sistemático dos espaços considerados críticos, além da continuidade das ações socioemocionais e de prevenção à violência.
A Secretaria de Educação reforçou que a proteção integral dos estudantes é prioridade e que situações que possam comprometer a segurança, a integridade física ou emocional de crianças e adolescentes são tratadas com a devida seriedade, observando os fluxos institucionais e a necessária preservação do sigilo e da identidade dos envolvidos.

O acompanhamento técnico da situação continuará sendo realizado pelo Nise e pela Coordenadoria Distrital de Educação, conforme os encaminhamentos estabelecidos.






