Redação Rios
AMAZONAS – Após o consumo de peixe, moradores do Amazonas apresentaram sintomas compatíveis com a Doença de Haff, condição rara associada à ingestão de pescado. A informação consta em boletim epidemiológico divulgado nesta quinta-feira, 29/1, pela Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-RCP).
De acordo com o levantamento, nove casos de rabdomiólise foram notificados em três municípios do estado. Desses, três foram classificados como compatíveis com a Doença de Haff e ocorreram no município de Itacoatiara, em moradores da zona urbana. Dois casos foram registrados em junho e um em dezembro, sendo que dois pacientes pertencem à mesma família.
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A investigação apontou que todos os casos compatíveis relataram o consumo de peixe da espécie pacu, preparado principalmente frito ou assado e consumido em casa. Em média, os primeiros sintomas surgiram cerca de nove horas após a ingestão do alimento.
Entre os principais sinais apresentados estão fraqueza muscular, dores intensas nos músculos e urina escura. Exames laboratoriais indicaram níveis elevados da enzima creatinofosfoquinase (CPK), com média de 6.400 µ/L, característica comum em quadros de rabdomiólise.
Apesar do número reduzido de ocorrências, a diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim, destacou a importância da atenção da população, já que o pescado faz parte da alimentação diária dos amazonenses. “A vigilância ativa é norteadora para proteger a saúde da população e orientar medidas de prevenção”, afirmou.
A Fundação informou que segue monitorando casos suspeitos em parceria com os municípios, com foco na identificação precoce da doença e na orientação dos serviços de saúde. O boletim completo está disponível no site da FVS-RCP.
*Com informações da assessoria






