Nayandra Oliveira – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – O prefeito de Manaus em exercício, Renato Junior, divulgou neste sábado, 14/2, uma nota de solidariedade às vítimas do naufrágio da lancha de passageiros ocorrido nas proximidades do Encontro das Águas, na tarde de sexta-feira, 13. A manifestação foi publicada cerca de 24 horas após o acidente, que deixou mortos e desaparecidos.
Na nota, o prefeito afirmou que se une em oração aos familiares e amigos das vítimas e destacou que a prefeitura segue mobilizada para prestar apoio. “Como prefeito de Manaus em exercício, me uno em oração a todos que aguardam notícias e reafirmo que a Prefeitura de Manaus permanece mobilizada para acolher e dar todo o suporte necessário às vítimas e suas famílias”, declarou.
Ele também comentou sobre a atuação das equipes municipais logo após o naufrágio. Segundo a prefeitura, a resposta envolveu a Secretaria Municipal de Saúde e o Samu 192, com unidades de suporte básico e avançado, além de motolâncias. Cinco vítimas foram atendidas no Porto do Roadway e no Porto da Ceasa, além do apoio prestado a pessoas resgatadas por embarcações civis e equipes de salvamento.
“Seguimos acompanhando a situação com transparência, responsabilidade e compromisso com cada família atingida”, completou.
Buscas continuam no Encontro das Águas
As buscas pelos desaparecidos da lancha Lima de Abreu XV continuam neste sábado, 14, na região do Encontro das Águas, em Manaus. Até o momento, duas mortes foram confirmadas e sete pessoas seguem desaparecidas.
A operação conta com 25 mergulhadores e seis embarcações atuando diretamente na área do acidente, além do apoio de outros 20 agentes e duas lanchas da Defesa Civil.

A embarcação havia saído de Manaus na tarde de sexta-feira, 13, com destino ao município de Nova Olinda do Norte, mas afundou ainda nas proximidades da capital, em uma área de intenso tráfego de barcos de linha e embarcações turísticas.
Sobreviventes resgatados e levados à Ceasa
De acordo com o balanço oficial, 71 pessoas foram resgatadas com vida logo após o naufrágio. Muitas apresentavam sinais de cansaço extremo, princípio de hipotermia e ingestão de água.
Os sobreviventes foram levados ao Porto da Ceasa, que foi transformado em base de triagem, onde receberam atendimento antes de serem liberados ou encaminhados para unidades hospitalares.
Entre as vítimas que morreram estão uma criança de aproximadamente três anos e uma jovem de 22 anos. A criança chegou a ser resgatada, mas morreu após dar entrada no hospital. Os corpos foram encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML).
Relatos apontam velocidade e falta de coletes
Sobreviventes relataram momentos de pânico durante o acidente. Alguns passageiros afirmaram que a lancha estaria em alta velocidade e possivelmente disputando corrida com outra embarcação.
Também houve relatos de que o barco estava lotado e sem coletes salva-vidas suficientes para todos os ocupantes.
O comandante da embarcação, Pedro José da Silva Gama, foi preso em flagrante após o naufrágio e vai responder ao processo em liberdade após o pagamento de fiança. Um inquérito deve apontar se houve falha humana, problema mecânico ou influência das condições de navegação. A investigação ficará sob responsabilidade da Marinha do Brasil.






