Redação Rios
EUA – A seleção brasileira tem apenas uma indefinição para o confronto contra a Noruega, pelas oitavas de final da Copa do Mundo. Com Lucas Paquetá fora da partida por causa de uma lesão, Carlo Ancelotti ainda não definiu quem ocupará a vaga no meio-campo. O duelo será disputado no domingo, às 17h (horário de Brasília), em Nova Jersey.
Nos bastidores da equipe, no entanto, Danilo Santos aparece como o principal favorito para assumir a posição. Membros da comissão técnica já apresentaram ao treinador italiano os argumentos que justificam a escolha do meio-campista, principalmente pela capacidade de manter o padrão de jogo adotado pela Seleção durante a competição.
Apesar da pressão interna, Ancelotti segue adotando cautela e não deu pistas sobre a decisão final.
Danilo Santos mantém a estrutura da equipe
A possível entrada de Danilo Santos é vista como a alternativa que exige menos mudanças no funcionamento coletivo da equipe. O jogador apresenta características semelhantes às de Paquetá, com boa mobilidade, qualidade na troca de passes e participação constante na construção das jogadas.
Com isso, o Brasil tende a preservar o modelo de jogo desenvolvido desde o início da Copa do Mundo, mantendo o equilíbrio entre os setores, a intensidade na circulação da bola e a dinâmica ofensiva construída nas partidas anteriores.
Fabinho oferece maior proteção defensiva
Caso Ancelotti opte por um time mais consistente defensivamente, Fabinho surge como a principal alternativa.
A entrada do volante aumentaria a força física do meio-campo e o poder de marcação, além de fortalecer a equipe nas disputas aéreas. Nesse cenário, Casemiro teria um parceiro com características mais defensivas, permitindo que Bruno Guimarães atuasse com maior liberdade para apoiar o ataque. Em contrapartida, a seleção perderia parte da velocidade nas transições ofensivas.
Endrick pode provocar mudança tática
A terceira possibilidade é considerada a menos provável pela comissão técnica, mas representa a alteração mais significativa na estrutura da equipe.
Com Endrick entre os titulares, Matheus Cunha deixaria a função mais avançada para atuar como articulador entre o meio-campo e o ataque. O jovem atacante passaria a formar o trio ofensivo ao lado de Vinícius Júnior e Rayan, aumentando a presença de jogadores próximos à área adversária e deixando o sistema mais agressivo.
A hipótese ganhou força após Endrick elogiar publicamente Carlo Ancelotti e destacar a confiança adquirida desde a chegada do treinador ao comando da Seleção.
Três opções com características distintas
A decisão de Ancelotti passa por três perfis diferentes de jogador e, consequentemente, por estratégias distintas para enfrentar a Noruega.
Danilo Santos representa a continuidade do modelo de jogo utilizado até aqui, preservando a organização coletiva e a fluidez na construção das jogadas.
Fabinho oferece maior solidez defensiva e reforça o sistema de marcação, embora reduza a velocidade da equipe na saída para o ataque.
Já Endrick proporciona uma formação mais ofensiva, modificando o posicionamento de Matheus Cunha e aumentando o número de jogadores no último terço do campo.
Time está praticamente definido
Com exceção da vaga deixada por Lucas Paquetá, o restante da equipe está praticamente confirmado para as oitavas de final.
A tendência é que a seleção brasileira entre em campo com Alisson; Danilo, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Douglas Santos; Casemiro, Bruno Guimarães e o substituto de Paquetá no meio-campo; além de Rayan e Vinícius Júnior no setor ofensivo.
Rayan, que conquistou espaço ao longo da competição, deve ser mantido entre os titulares, enquanto Rafinha aparece como alternativa no banco de reservas, caso seja relacionado para a partida.






