Paulo Vitor Castro – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – A convocação do atacante Neymar para a Copa do Mundo de 2026 gerou forte repercussão entre torcedores e dominou a entrevista coletiva de Carlo Ancelotti nesta segunda-feira, 18/5. O treinador italiano precisou responder a diversas perguntas sobre o retorno do camisa 10 à seleção brasileira e adotou um discurso de cautela ao comentar a situação do atacante.
Durante o anúncio oficial da lista, o nome do atacante foi um dos mais comemorados pelo público presente no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro. Torcedores aplaudiram, gritaram o nome do atacante e transformaram o momento em um dos mais marcantes da convocação brasileira.
Ao ser questionado sobre a ausência de João Pedro, em detrimento da confirmação de Neymar na lista final e as diferenças entre a intensidade do futebol europeu e o brasileiro, Carlo Ancelotti destacou o desgaste do calendário nacional e afirmou que a decisão foi tomada com respeito ao atacante.
“Existe a ideia de que o futebol europeu tem mais intensidade, mas é preciso considerar o contexto. No Brasil, o calendário é muito pesado, com muitas viagens, calor e pouco tempo de recuperação. São realidades diferentes e difíceis de comparar. Ficamos tristes pela ausência do João Pedro, porque ele fez uma grande temporada e merecia estar entre os convocados, mas, com respeito e convicção, escolhemos outros jogadores“, explicou.

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Ao falar sobre as críticas e avaliações em torno da escolhas do camisa 10, o técnico ressaltou que o futebol permite diferentes opiniões, mas lembrou que o resultado em campo será o responsável por julgar as decisões tomadas.
“O futebol não tem uma verdade absoluta, e isso é o mais bonito do esporte. Mas, no fim, a decisão é do treinador. Hoje ninguém pode afirmar se acertamos ou erramos. O futebol vai responder isso com o tempo”, comentou.
Ainda sobre presença de Neymar, o treinador afirmou que espera uma contribuição do camisa 10 independentemente da minutagem em campo. “Convocamos ele porque acreditamos que ainda pode ajudar a equipe com a qualidade que tem. Não importa se vai jogar cinco minutos, noventa ou até entrar apenas em um momento decisivo. O importante é a contribuição coletiva e a qualidade dos minutos”, encerrou.






