Lauris Rocha – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – O Amazonas já registrou 2.541 casos notificados de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em 2026, de acordo com dados divulgados pela Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-RCP), nesta segunda-feira, 1º/6. Somente na última semana epidemiológica foram contabilizados 32 novos casos.
Entre os registros deste ano, 946 casos foram confirmados como SRAG associada a vírus respiratórios. Desse total, 770 foram causados por outros vírus respiratórios, 165 por Influenza e 11 por Covid-19.

Manaus lidera o número de ocorrências, com 687 casos registrados. Na sequência aparecem os municípios de Eirunepé, com 31 notificações, e Guajará, com 19 casos, além de outros municípios do interior do estado.
Os dados apontam que os homens representam a maioria dos casos de SRAG por vírus respiratórios, com 523 registros (55,3%), enquanto as mulheres somam 423 casos (44,7%).
Maioria dos casos em homens
Entre os principais sintomas observados nos pacientes estão tosse (90,9%), dificuldade para respirar (dispneia – 82,4%) e febre (77%). Já os fatores de risco e comorbidades mais frequentes são asma (25,2%), doença cardiovascular crônica (20,1%) e diabetes (16%).
Segundo o Ministério da Saúde, é considerado caso de Síndrome Respiratória Aguda Grave o indivíduo com síndrome gripal que apresente dificuldade respiratória, desconforto para respirar, pressão persistente no tórax, saturação de oxigênio igual ou inferior a 95% em ar ambiente ou coloração azulada nos lábios ou no rosto.

A FVS ressalta que, na análise dos casos de SRAG por vírus respiratórios, são considerados apenas os registros de hospitalizações e óbitos relacionados à Covid-19, Influenza e outros vírus respiratórios.
O órgão também destaca que a soma dos casos positivos por vírus respiratórios pode ser superior ao total de casos notificados de SRAG. Isso ocorre devido à possibilidade de coinfecções, quando um mesmo paciente apresenta simultaneamente mais de um agente causador da doença.






