Lauris Rocha – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – O Amazonas contabilizou 978 casos de HIV/AIDS entre janeiro e maio de 2026, segundo dados da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM), divulgados em atualização publicada no dia 2/6.
Os registros incluem casos diagnosticados em adultos, gestantes e crianças. Janeiro foi o mês com o maior número de notificações, com 224 casos. Em seguida aparecem março (221), fevereiro (211), abril (185) e maio (137).
O HIV (Vírus da Imunodeficiência Humana) ataca o sistema imunológico, responsável pela defesa do organismo contra doenças. Já a Aids (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida) representa o estágio mais avançado da infecção, quando as defesas do corpo estão severamente comprometidas e a pessoa se torna mais vulnerável a infecções e outras enfermidades.
De acordo com o levantamento da FVS-AM, a maior incidência da doença foi registrada entre homens de 20 a 39 anos, que representam 43,3% dos casos. As mulheres da mesma faixa etária correspondem a 24,2% das notificações. Entre pessoas de 40 a 59 anos, os casos somam 12,5% entre homens e 7,3% entre mulheres.
Óbitos
Os dados também apontam que a maior parte dos óbitos relacionados à Aids em 2026 ocorreu entre pessoas de 20 a 39 anos. Foram registrados 22 óbitos de homens e 10 de mulheres nessa faixa etária.
Em relação à taxa de mortalidade, os municípios com os maiores índices neste ano são Manaquiri (5,3), Apuí (4,8) e Tabatinga (4,5), segundo o painel epidemiologico da FVS-AM.
Tratamento e prevenção
Embora ainda não exista cura definitiva para a infecção pelo HIV, o tratamento com medicamentos antirretrovirais (TARV) permite o controle da doença e proporciona qualidade de vida às pessoas diagnosticadas.
O tratamento impede a multiplicação do vírus no organismo, contribuindo para a recuperação e manutenção do sistema imunológico. Quando seguido corretamente, pode reduzir a carga viral a níveis indetectáveis, o que elimina o risco de transmissão sexual do HIV e permite que a pessoa viva de forma saudável.
A população pode buscar informações sobre prevenção, testagem gratuita e acompanhamento médico por meio das unidades de saúde, além dos canais oficiais do Ministério da Saúde e da UNAIDS Brasil.






