Caio Silva – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – O Amazonas ocupa a 27ª e última posição do Brasil no pilar de Infraestrutura do Ranking de Competitividade dos Estados 2026, elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP), em parceria técnica com a Tendências Consultoria.
O estado recebeu nota normalizada 0 no indicador geral e também aparece na última colocação entre os sete estados da Região Norte.
O pilar de Infraestrutura reúne dez indicadores que avaliam áreas como energia elétrica, telecomunicações, saneamento, transporte, combustíveis e conectividade por fibra óptica.

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Amazonas tem desempenho crítico em infraestrutura
A posição do Amazonas é resultado da combinação dos dez indicadores analisados pelo levantamento. Entre os resultados mais críticos estão o Acesso à Energia Elétrica e o Backhaul de Fibra Óptica.
No indicador de Acesso à Energia Elétrica, o dado bruto registrado pelo levantamento é de 98,40%. Apesar do percentual elevado, o Amazonas apresenta o pior desempenho relativo entre os estados brasileiros, de acordo com a metodologia utilizada pelo ranking.
Já no Backhaul de Fibra Óptica, o dado bruto é de 46,77, também acompanhado de nota normalizada zero. O indicador mede a infraestrutura de transporte de dados necessária para ampliar a conectividade de alta capacidade.
Qualidade das rodovias está entre os piores resultados
A Qualidade das Rodovias também aparece entre os principais gargalos. O Amazonas ocupa a 26ª posição nacional e a 6ª entre os estados da Região Norte, com nota normalizada de 25,63 e dado bruto de 2,44.
O resultado coloca o estado na penúltima posição do país nesse indicador e evidencia as dificuldades da infraestrutura terrestre amazonense.
A situação é agravada pelas características geográficas do estado, que possui grandes distâncias entre os municípios e depende de diferentes modais de transporte para a circulação de pessoas e mercadorias.
No levantamento de 2025, o Amazonas também havia ocupado a 27ª e última posição nacional no pilar de Infraestrutura.
Qualidade da energia elétrica perde seis posições
O desempenho na Qualidade da Energia Elétrica também chama atenção pela queda no ranking. O Amazonas ocupa atualmente a 15ª posição nacional, mas perdeu seis posições em relação ao levantamento anterior.
A nota normalizada é de 33,35, com dado bruto de 0,74. Na comparação regional, o estado aparece na 7ª e última posição da Região Norte, após perder duas posições nesse recorte.
O resultado indica que os desafios do setor energético não estão relacionados apenas à cobertura do serviço, mas também à qualidade da infraestrutura disponível.
Resultados do estado
Apesar da última colocação geral no pilar de Infraestrutura, o Amazonas apresenta desempenho positivo em alguns indicadores.
Entre os dez analisados, o estado aparece entre os dez melhores do país em três deles: 4º lugar em Custo da Energia Elétrica, 5º em Qualidade dos Serviços de Telecomunicações e 9º em Custo de Saneamento Básico.
Por outro lado, o estado está entre os dez piores em quatro indicadores: 22º em Acessibilidade de Telecomunicações, 25º em Custo de Combustíveis, 26º em Qualidade das Rodovias e 27º em Acesso à Energia Elétrica e Backhaul de Fibra Óptica.
O conjunto dos resultados ajuda a explicar por que, apesar de desempenhos positivos pontuais, o Amazonas termina na última posição nacional no pilar de Infraestrutura.
Dados refletem desafios da infraestrutura no Amazonas
O diagnóstico do ranking ocorre em meio às discussões sobre a infraestrutura estadual. Em julho de 2026, a AM-352, importante ligação entre municípios da Região Metropolitana de Manaus, foi alvo de reclamações relacionadas a buracos, trechos deteriorados e dificuldades de trafegabilidade.
A situação da BR-319 também aparece frequentemente no debate sobre infraestrutura no Amazonas. O chamado “trecho do meio” é marcado por problemas de trafegabilidade e por um longo processo de discussão que envolve questões ambientais, logísticas e políticas.






