Gabriel Lopes – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Agentes das forças policiais de Inteligência do Amazonas serão enviados ao Rio de Janeiro para monitorar criminosos envolvidos com o tráfico de drogas que atuam no estado. A informação foi confirmada nesta quinta-feira, 30/10, pelo secretário de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM), coronel Vinícius Almeida.
Durante coletiva de imprensa realizada no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), na zona Centro-Sul de Manaus, o secretário informou que mantém contato direto com as inteligências da Polícia Militar, Polícia Civil e da Secretaria de Segurança do Rio de Janeiro, acompanhando os desdobramentos da megaoperação realizada na capital fluminense.
“A partir daí, nós temos um alinhamento com o Rio de Janeiro para compreender o que está acontecendo passo a passo lá. Deveremos, inclusive, verificar o envio de alguns profissionais para acompanhar in loco, com dados de inteligência”, afirmou Almeida.
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Narcotráfico e refúgio em favelas
O titular da SSP-AM explicou que parte dos criminosos amazonenses tem buscado refúgio em favelas do Rio de Janeiro, atraídos por áreas dominadas pelo tráfico. Segundo ele, a decisão judicial que restringe ações policiais em comunidades cariocas contribuiu para o fortalecimento das facções nesses locais.
“Esses narcoterroristas moram naquelas áreas de maneira paga. Não se iludam, eles não estão ali de favor. Pagam pela proteção que têm ali. E ontem nós vimos a coragem do Estado do Rio de Janeiro em enfrentar esse narcoterrorismo”, declarou.
Almeida destacou ainda que o combate ao tráfico de drogas exige coordenação federal, já que as substâncias entram no país por fronteiras internacionais.
“A droga não é produzida aqui. Ela vem de países vizinhos, como Peru e Colômbia. A proteção das fronteiras não é responsabilidade do estado”, afirmou.
Ações no Amazonas
O secretário também comentou sobre uma homenagem que seria realizada por suspeitos de integrar uma organização criminosa em alusão aos 117 mortos durante a operação policial no Rio de Janeiro. A ação, segundo ele, foi impedida pela Polícia Militar do Amazonas (PMAM) na noite de quarta-feira, 29.
“Chegamos a ter uma reunião para tratar do nosso plano de manter a normalidade na cidade e no estado. Quero deixar claro para a sociedade: o sistema de segurança do Amazonas prende. Todos os mortos ou presos lá, oriundos daqui, já haviam sido presos anteriormente”, concluiu.






