Júnior Almeida – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – O Amazonas apareceu em 12º lugar em casos de compra de votos no primeiro turno das eleições municipais com 13 casos registrados em inquéritos da Polícia Federal (PF), que é responsável por investigar as denúncias do crime.
Em primeiro lugar, está Rio de Janeiro com (54) casos, Ceará em segundo com (40), e em terceiro Roraima (39). De acordo com a Federação Brasileira de Bancos, foram identificadas somas “vultosas” de dinheiro em espécie, das quais haviam sido apreendidas por suspeita de compra de votos no primeiro turno.
A captação ilícita de sufrágio, ou compra de votos, é crime previsto na Lei nº 9.840/99, na qual proíbe a doação, oferta, promessa ou entrega de bens, vantagens ou empregos, públicos ou privados, com o intuito de obter votos. A infração é configurada até mesmo por simples promessas ou ofertas.
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Um desses casos ocorreu em São Gabriel da Cachoeira, a 856 quilômetros de Manaus, envolvendo o prefeito eleito Egmar Saldanha (PT), conhecido como “Curubinha”.
Uma ação movida por Lendelbar Fernandes (Pode), candidato a vereador, acusa o tio do prefeito eleito, Clóvis Saldanha, conhecido como “Curubão” e atual gestor municipal, de ter utilizado bens públicos, obras e até realizado compra de votos para garantir a eleição de seu sobrinho.


A ação também acusa o atual prefeito de nomear pessoas ligadas à administração para cargos e se reunir com taxistas, oferecendo benefícios e vagas na prefeitura em troca de votos. Fotos anexadas mostram veículos da prefeitura transportando materiais como motores, geradores e gasolina para comunidades indígenas.






