Elen Viana – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Estudantes do Instituto Federal do Amazonas (Ifam), campus localizado na zona Leste de Manaus, denunciam a falta de profissionais, a precariedade da infraestrutura e a ausência de insumos. Segundo eles, a situação tem prejudicado o andamento das aulas, que muitas vezes deixam de acontecer.
De acordo com denúncia apurada pelo Portal Rios de Notícias, os alunos afirmam que, desde o início do ano letivo, enfrentam a falta de professores, o que tem comprometido o andamento das atividades. A coordenação da instituição teria informado que haveria a contratação de novos profissionais, mas, até o momento, isso não ocorreu.
“Desde o início do ano passado, estamos enfrentando a falta de professores, e a coordenação tem adiado os editais de contratação sem previsão concreta de solução. E, quando contratam, é apenas para cumprir formalidade, já que alguns docentes até admitiram não dominar a matéria que estão lecionando, pois não é da área de atuação deles”, relatou uma estudante que preferiu não se identificar.
Os alunos também denunciam a precariedade da clínica-escola do curso de Medicina Veterinária, que está sem funcionamento adequado e sem estrutura mínima para as atividades práticas. Eles afirmam que há falta de insumos e que muitos dos materiais disponíveis estão fora do prazo de validade. A situação se agrava durante o período de chuvas, quando as salas ficam alagadas.
“Em um curso de Medicina Veterinária é obrigatório ter uma clínica em funcionamento, para que os alunos tenham contato com tutores e animais, além de contribuir para nossa formação. Mas aqui nunca vimos um atendimento acontecer. A infraestrutura do campus está muito precária, faltam insumos e, quando chegam, muitos estão vencidos, o que impossibilita o desenvolvimento de projetos. A situação piora ainda mais quando chove, pois as salas ficam completamente alagadas”, relatou um estudante.
Segundo a denúncia, para realizar determinadas atividades, os próprios alunos precisam arcar com os custos, comprando, com recursos do próprio bolso, os medicamentos necessários para as práticas acadêmicas. “Os alunos precisam fazer uma vaquinha para conseguir pagar pelos medicamentos que usamos nas atividades”, relataram.
Posicionamento
A reportagem entrou em contato com a coordenação do Instituto Federal do Amazonas (Ifam) para solicitar esclarecimentos sobre as denúncias. Até o fechamento desta edição, não houve retorno. O espaço permanece aberto para manifestações.






