Redação Rios
MANAUS (AM) – Universitários do 3º período do curso de Educação Física do Centro Universitário Fametro promoveram a palestra “Alto Rendimento Paralímpico”, com foco na inclusão de pessoas com deficiência no esporte, nesta semana. O evento, realizado no miniauditório da Unidade 5, abordou diversas síndromes e condições que representam desafios aos atletas paralímpicos, como Síndrome de Down, Stargardt, Artrogripose Múltipla Congênita, Autismo e Distrofia Muscular de Duchenne.
Para a reitora do Centro Universitário Fametro, professora Maria do Carmo Seffair, a realização de eventos como este reforça o compromisso da instituição com uma formação mais inclusiva e democrática.
“Iniciativas como essa reforçam o compromisso da Fametro com uma formação que valoriza a diversidade e o respeito às diferentes realidades dos alunos e da sociedade. A Fametro se orgulha de fazer parte dessa construção, onde ninguém fica para trás”, destacou a reitora.

Durante a programação, os estudantes Yasmin, Rodrigo Cassius, Hyngred Hellen e Paula Samantha apresentaram uma pesquisa sobre a Distrofia Muscular de Duchenne (DMD) — uma doença genética degenerativa que afeta, principalmente, meninos.
A condição foi descrita pela primeira vez em 1868, pelo médico francês Benjamin Duchenne, considerado um dos pioneiros no estudo das fraquezas musculares progressivas.
Em sua fala, a universitária Yasmin ressaltou que os sinais da doença surgem ainda na infância.
“As principais características são a fraqueza muscular progressiva, especialmente nas pernas. Um exemplo comum é a criança que passa a andar na ponta dos pés, sentindo dor. Muitas vezes, essa condição é confundida com o Transtorno do Espectro Autista (TEA)”, explicou.
Outro momento marcante do evento foi o depoimento do aluno Kevin Igor da Silva e Silva, do 1º período, que tem paralisia cerebral congênita. Ele compartilhou sua trajetória, destacando a importância dos esportes paralímpicos e a motivação que o levou a escolher a Educação Física como profissão.
“Todos dizem que Educação Física não dá dinheiro, como se fosse só personal na academia. Mas não é só isso. Existem muitas áreas onde podemos atuar. Eu escolhi Educação Física porque amo. Não foi indicação, foi paixão”, declarou Kevin, emocionando os presentes.
*Com informações da assessoria






