Lauris Rocha – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – O advogado Everton da Cruz Gonzaga, preso em flagrante na quinta-feira, 29/10, suspeito de agredir física e psicologicamente a companheira, identificada pelas iniciais L.A.D., foi colocado em liberdade após passar por audiência de custódia na sexta-feira (30), em Manaus. Os dois mantinham um relacionamento havia alguns meses.
Neste sábado, 31, o Portal Rios de Notícias conversou com o advogado da vítima, Edilson dos Santos Oliveira Neto. Ele afirmou que a defesa pretende adotar medidas judiciais para buscar a responsabilização do investigado e garantir a segurança da mulher.
“A partir de agora, a defesa dela vai tomar as medidas necessárias para que a Justiça seja feita e ele responda pelo crime gravíssimo que de fato praticou. Assim como ele teve a sua prisão decretada, porque a vítima está em completa vulnerabilidade e em perigo. Solto, ele pode se aproximar dela a qualquer momento e a Justiça não vai conseguir exercer controle sobre isso. Então, para que não haja impunidade e mais crimes como esse sobre o manto da misoginia, a defesa irá buscar justiça pela vítima e que a verdade prevaleça”, declarou.
De acordo com Edilson, a vítima ficou desesperada ao saber que o investigado havia sido colocado em liberdade e procurou o escritório para buscar orientações. “A sensação de impunidade para a vítima e a família aumentou muito, então ela nos procurou”, afirmou.
Na sexta-feira, 30, o escritório jurídico também divulgou uma nota oficial sobre o caso.

Entenda o caso
A denúncia foi registrada na quinta-feira, 29, após L.A.D. relatar ter sido agredida pelo companheiro dentro do apartamento onde os dois estavam.
Segundo o advogado da vítima, durante os meses de relacionamento, a mulher teria sido submetida a diferentes formas de violência, incluindo psicológica, moral, física e patrimonial.
“Ela aguentou isso durante muito tempo, sendo subjugada pelo autor. Até que, na última quinta-feira, no apartamento do algoz dela, ele começou uma discussão com ela até chegar ao ponto que ele a agrediu com um soco na boca e ficou a marca desse soco”, relatou Edilson.

Ainda conforme a versão apresentada pelo advogado, depois do primeiro golpe, o investigado teria sufocado a companheira contra uma parede e, posteriormente, sobre uma cama. Durante as agressões, ele também teria feito ameaças de morte.
“Em seguida, ele a sufocou contra a parede e tentou dar mais um soco nela. Ela se desvencilhou; em seguida, ele foi para a cama com ela e a sufocou novamente. E tanto no momento que ele a pressiona contra a parede quanto no momento que ele a pressiona contra a cama, em ambos os momentos ele a está sufocando e ele diz com todas as letras que iria matá-la”, afirmou.
A vítima conseguiu escapar e acionar a polícia pelo celular. Os policiais foram até o local e efetuaram a prisão em flagrante do advogado.

Defesa busca responsabilização
Edilson afirmou que a mulher poderia não ter sobrevivido caso não conseguisse escapar das agressões e pedir socorro. Ele também informou que um laudo pericial teria identificado lesões recentes e marcas de agressões anteriores.
“Então, se trata de crimes gravíssimos em que a vítima recebeu agressões por todo o corpo dela e o laudo atesta não só agressões recentes, mas agressões antigas também. Ele foi preso em flagrante e submetido à audiência de custódia e foi colocado em liberdade mesmo após todos os crimes que ele praticou contra a vítima”, declarou.

O Portal Rios de Notícias tentou contato com a defesa de Everton da Cruz Gonzaga para solicitar um posicionamento sobre as acusações, mas não conseguiu localizar os representantes do advogado.
A reportagem também solicitou um posicionamento da Polícia Civil para esclarecer quais crimes foram atribuídos ao investigado. À Justiça foi encaminhado pedido de esclarecimento sobre os motivos que levaram à soltura do advogado após a audiência de custódia.
Até a publicação desta matéria, não houve retorno. O espaço permanece aberto para manifestação de todas as partes.
Nota oficial








