Elen Viana – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – “Adotamos todos os procedimentos de investigação”, afirmou a reitora da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), professora Tanara Lauschner, ao se pronunciar nesta quinta-feira, 21/5, após a manifestação de estudantes e denúncias de casos de assédio, violência sexual e moral envolvendo a instituição.
Segundo a reitora, os procedimentos adotados pela Ufam para investigar denúncias tramitam em sigilo, com o objetivo de preservar as partes envolvidas, assegurando o cumprimento das normas legais e o direito à ampla defesa. No entanto, ela destacou que a prioridade absoluta é o atendimento imediato a quem denuncia.
“A denúncia precisa ser feita pela nossa plataforma Fala BR, que é a plataforma da nossa ouvidoria. Assim que a ouvidoria recebe, encaminha para a corregedoria, que tem 24 horas para tomar as providências. Dentre elas, a primeira é o acolhimento à vítima. Segundo, nós afastamos o acusado. Afastamos das suas atividades acadêmicas ou das suas atividades administrativas”, disse a professora.
Ela reforçou que as denúncias devem ser encaminhadas para a ouvidoria pelo canal oficial e direto da Ufam, a plataforma Fala.BR, onde o registro dispensaria intermediários e todos os relatos seriam obrigatoriamente processados.
“Eu queria pedir a toda a comunidade universitária que denuncie os casos de assédio e violência sexual, mesmo se você não for a vítima, coloque na plataforma Fala BR, porque é a partir dessa denúncia que nós conseguimos agir. E tenham certeza, nós estamos agindo. Desde que nós assumimos a reitoria, todos os processos de assédio estão tendo andamento. Mas isso é realizado de maneira sigilosa, para resguardar a integridade da vítima”, explicou ela.
Manifestação na Ufam
Na quarta-feira, 20, os estudantes da Ufam realizaram uma manifestação no campus da instituição, para denunciar episódios de violência e assédio no ambiente acadêmico. Com cartazes e faixas com frases como “Professor que assedia não educa!”, os alunos cobraram providências da universidade.
O protesto foi organizado por estudantes da Faculdade de Educação Física (FEF), que pediram medidas diante de denúncias envolvendo professores e alunos da instituição. Segundo os manifestantes, a mobilização teve como objetivo dar visibilidade aos relatos de assédio e pressionar a universidade por ações de acolhimento às vítimas.
Os estudantes afirmaram ainda que a manifestação representa um pedido coletivo por mudanças e por um ambiente acadêmico mais seguro.






