Lauris Rocha – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Moradores da comunidade Bairro do Céu realizaram uma manifestação, na tarde desta sexta-feira, 26/1, na rua Luiz Antony, próximo ao local do incêndio ocorrido no último sábado, 20/1. Sob chuva, com cartazes, faixas e indignados pela demora do Poder Publico em solucionar os problemas das vítimas do incêndio, as famílias pedem providências imediatas.
A comunidade é situada entre os bairros Centro e Nossa Senhora Aparecida, em Manaus. E, no momento, eles estão abrigados na Escola Municipal Dr. Sergio Alfredo Pessoa Figueiredo, na rua Walter Rayol, bairro Presidente Vargas, Zona Sul de Manaus, após terem perdido a casa em que moravam e todos os pertences. O local foi montado, provisóriamente, para acolher os afetados no incêndio.
Wilson Felix Reis, de 46 anos, cacique que representa a comunidade indígena é um dos que estavam no protesto. Ele destacou que não compactua com atos de vandalismo, mas disse que a manifestação é necessária além de ser pacífica.
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“Tem morador cadastrado desde 2019 para ter um lar seguro e definitivo e espera até hoje por isso”, reclamou o cacique. “A manifestação é para que o apelo da comunidade chegue até o governador, no qual nós todos votamos, ele não deu uma posição sobre isso. Ele sabe que todos nós votamos aqui nele, entendeu? ele tem ciência disso, mas ele ainda não veio até aqui pra fazer nada por nós. Dar uma solução para nós, pelo menos para ceder aquele prédio ali da assistência social para nós ficarmos com as nossas famílias até conseguir um local”, reclamou Reis, que enfatizou que todos eles [os atingidos pelo incêndio] estão por conta própria, e que só querem um local, porque o local em que foram abrigados não é bom.
Outro morador, Joaquim do Carmo Paiva, de 65 anos, também reclama da falta de estrutura do local onde estão atualmente. Ele está desempregado e teve prejuízos financeiros, pois perdeu tudo no incêndio. “Sou morador daqui do bairro do Céu, sou da área da Construção Civil e também serralheiro. Trabalho com serralheria, com grade, faço muitos outros serviços. Mas eu perdi tudo, perdi duas máquinas de solda, perdi lixadeira, furadeira, parafusadeira”, explicou o homem quecostuma trabalhar autônomo, porém ficou impossibilitado com a fatalidade.
Durante a manifestação alguns moradores do Bairro do Céu atearam fogo em pneus e madeiras, mas com a chegada dos bombeiros o fogo foi contido. Equipes da Defesa Civil e da ROCAM conseguiram conversar com os manifestantes e acalmaram os ânimos.












