Vívian Oliveira – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, aceitou o convite do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para assumir o Ministério da Justiça e Segurança Pública. Lewandowski se reuniu com Lula e Flávio Dino, durante e uma hora e meia, na noite de quarta-feira, 10/1. De acordo com a agenda oficial de Lula, os três se encontrarão novamente nesta quinta, 11, dia previsto para o anúncio oficial, no Palácio do Planalto.
A primeira vez que o nome de Lewandowski foi abordado diretamente ocorreu na viagem à COP28 em novembro, quando o jurista acompanhou a comitiva presidencial. Seu perfil conciliador e discreto é visto como ideal para assumir o Ministério, especialmente diante dos desafios na área de segurança pública.
O Ministério da Justiça e Segurança Pública enfrentará mudanças, incluindo a possível substituição do secretário executivo, Ricardo Cappelli, por Manoel Carlos de Almeida Neto, ex-assessor de Lewandowski.
O principal desafio apontado para a gestão de Lewandowski é a segurança pública, tema central na primeira campanha publicitária do governo em 2024, intitulada “Brasil Unido contra o Crime”. A publicidade destacará a atuação das forças de segurança nas fronteiras e aeroportos.
A nomeação oficial de Lewandowski representa uma transição no comando da pasta, substituindo Flávio Dino, que assume uma cadeira no STF em fevereiro. A expectativa é que a efetivação do ex-ministro do STF ocorra nas próximas semanas, após a adequação de suas funções atuais.
Carreira
Aos 75 anos, Lewandowski traz consigo uma vasta experiência de 17 anos no STF e contribuições para a justiça brasileira.
Lewandowski é formado em ciência política pela Escola de Sociologia e Política de São Paulo e doutor em direito pela Universidade de São Paulo (USP), tem uma vasta experiência no cenário jurídico.
Ele ocupou a posição de ministro do STF de 2006 até abril de 2023, quando cedeu lugar a Cristiano Zanin. Além disso, presidiu o STF entre 2014 e 2016 e o TSE entre 2010 e 2012, durante o primeiro mandato de Dilma Rousseff (PT).
Lewandowski se destacou no julgamento do mensalão ao votar pela absolvição do ex-ministro José Dirceu e dos deputados petistas José Genoino e João Paulo Cunha.
Durante a pandemia, o jurista foi um dos ministros do Supremo mais atuantes, cobrando do ex-presidente Jair Bolsonaro um cronograma nacional de vacinação e dando aval a estados e municípios para decidirem sobre a vacinação de adolescentes.
Desde sua saída do STF, Lewandowski atuava como advogado em São Paulo, envolvendo-se em casos, como uma ação relacionada à JBS.






