Júnior Almeida – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – O resultado do exame realizado pelo Instituto Médico Legal (IML) divulgado nesta quinta-feira, 14/12, confirmou que a ossada de um bebê que foi encontrada pelos familiares da jovem Débora Alves da Silva, de 18 anos, se trata do bebê que ela gestava, o Arthur Vinícius.
Débora estava grávida de 8 meses. Ela foi morta por estrangulamento em julho e, na ocasião da morte, teve ainda, o corpo carbonizado com óleo quente e uma outra substância inflamável, segundo a perícia. O corpo foi encontrado dentro de um camburão preto, em uma área de mata nas proximidades do Parque Mauá, na estrada da Usina Termoelétrica, no bairro do Mauazinho, na Zona Leste de Manaus.
Durante o depoimento à polícia, Gil Romero confessou o crime e disse ter cortado a barriga da jovem com uma faca de pão, em seguida teria colocado a criança em um saco de ráfia com uns restos de construção, dirigido até o porto da Ceasa. Lá, ele teria fretado um barco para atravessa até o Careiro, e no caminho, teria atirado o saco ao rio. Tal versão nunca convenceu os familiares da jovem, que chegaram a acreditar que o homem teria poupado o próprio filho.
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Porém, no dia de finados, 2 de novembro, após visitar o túmulo de Débora, os familiares da jovem se dirigiram ao local onde o corpo de Débora foi encontrado. No local, eles encontraram um crânio e outras partes do esqueleto de um bebê, nas imediações do local onde o corpo de Débora estava. Devido ao estado avançado, voltaram na manhã do dia seguinte e acionaram a polícia. O IML também foi acionado para coletar os restos mortais e disse que o resultado do exame de DNA saíria em até dois meses, o que foi confirmado hoje, como já suspeitavam os familiares.
Após confirmação do caso, a mãe de Débora, Paula Alves, falou à imprensa e pediu Justiça. Paula implora para que o assassino de sua filha, Gil Romero, seja condenado pelos dois homicídios.
“O Arthur não era mais um feto, ele era um bebê saudável. Se ele morreu foi porquê ele matou, assim como matou minha filha”. Paula disse que tem certeza que quando Débora lutava pela vida, Arthur nasceu.
“O quarto estava montado, as coisas do bebê estão do mesmo jeito que a minha filha deixou em casa, eu não me desfiz de nada”, contou Paula, que lamentou a morte de sua filha e neto.
“Tudo o que eu queria era a minha filha e meu neto de volta. Minha filha não merecia tudo isso que sofreu”, disse.






