Júnior Almeida – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – A reintegração de posse de um terreno no bairro Santa Etelvina, zona Norte de Manaus, deixou dois moradores feridos na manhã desta quarta-feira, 28/10. Esta é a quarta vez que equipes vão ao local para negociar a desocupação da área.
Durante a operação, moradores criticaram a atuação das equipes e a condução da retirada. Segundo as autoridades, 50 famílias ocupavam a área. Já os moradores afirmam que cerca de 300 famílias viviam no terreno.
“Se mostrar a nós o documento, nós iremos acatar, mas simplesmente não mostraram nada. Vieram aqui para oprimir, depois de uma eleição? Atacar crianças, mulheres e idosos no local? Somos cidadãos”, afirmou Luiz Alberto, um dos ocupantes.
O Portal RIOS DE NOTÍCIAS acompanha a ocorrência no local e registrou o momento em que os dois moradores foram socorridos pelo Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM).
Em uma das imagens, um homem aparece sangrando enquanto é levado até uma viatura. Em seguida, outro morador é carregado às pressas do local para receber os primeiros socorros.
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O morador relatou ainda revolta com a abordagem policial e disse que os ocupantes não teriam sido ouvidos antes da operação. “Se tivessem mostrado decisão judicial ou qualquer que seja, teríamos acatado. Atiraram em um homem e um policial ainda ficou rindo. Isso para mim é opressão. Nossa revolta é que não falaram com a gente em momento algum”, declarou.



Terreno deve receber 320 moradias
A Procuradoria-Geral do Município (PGM) afirma que o terreno, com aproximadamente 21 mil metros quadrados, pertence ao município e será destinado à construção de 320 unidades habitacionais do programa Minha Casa, Minha Vida.
O procurador municipal Thiago Calandrini afirmou à reportagem que o projeto já foi aprovado pela Caixa Econômica Federal e que a liberação da área é necessária para dar andamento à iniciativa.
Segundo Calandrini, esta é a quarta vez que a Prefeitura vai ao local para retirar os ocupantes. Ele afirmou que as equipes tentam negociar a saída das famílias e orientar os moradores a retirar seus pertences para evitar novos conflitos.
“Então é um terreno muito valioso e não podemos fazer com que, infelizmente, o interesses de poucas pessoas e poucos particulares prevaleçam sobre o interesse coletivo”, ressaltou.
Apesar da previsão de construção das unidades habitacionais, ainda não há definição sobre o reassentamento das famílias que ocupam a área nem confirmação de que os moradores poderão ser contemplados pelo empreendimento.






