Júnior Almeida – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta segunda-feira, 26/10, que foi intimado pela Polícia Federal (PF) a entregar seus passaportes e está proibido de deixar o Brasil. Segundo ele, a determinação partiu do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Em vídeo publicado nas redes sociais, Flávio relatou que foi abordado por agentes da PF na rua, logo após visitar o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre prisão domiciliar em Brasília.
“Quando eu estava saindo, a Polícia Federal do Lula estava na porta da casa dele e, no meio da rua, eu fui intimado a entregar os meus passaportes e também estou proibido de deixar o país”, declarou.
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Senador contesta decisão
Flávio afirmou que a decisão de Moraes teria como fundamento uma declaração feita pelo irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), em 23 de outubro.
Na ocasião, Eduardo defendeu que o senador deixasse o país caso perdesse a eleição presidencial. “Eu nunca falei isso. Isso é motivo para tirar meu passaporte? Isso é justiça?”, questionou Flávio.
O senador também questionou o momento da decisão, que, segundo ele, foi tomada na noite de domingo, 25/10, logo após a divulgação do resultado do segundo turno das eleições.
“Pensa comigo: se eu tivesse ganhado as eleições, ia acontecer a mesma coisa? Flávio Bolsonaro eleito, essa PF ia estar do mesmo jeito me intimando no meio da rua? Isso é um sinal que a nossa democracia faliu”, afirmou.
Apesar das críticas, Flávio disse que vai entregar os documentos. “Eu vou entregar os meus passaportes e vou me defender dessa aberração, que é uma clara tentativa de me intimidar. Mas ninguém vai me calar”, declarou.






