Redação Rios
BRASIL – Uma fotografia que mostra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) sorrindo após uma sessão da Corte ganhou repercussão nas redes sociais nessa quarta-feira, 2/9.
O registro, publicado nas redes sociais pelo fotojornalista Brenno Carvalho, do jornal O Globo, mostra os ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Gilmar Mendes e Edson Fachin.
A imagem foi registrada após a primeira sessão do STF desde a divulgação de informações da Polícia Federal (PF) sobre mensagens atribuídas ao ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, que também envolvem Moraes.
A repercussão ocorre em meio à discussão sobre a legalidade da investigação relacionada ao caso. Na noite de terça-feira, 1º, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, defendeu a nulidade da apuração da PF que resultou na localização das mensagens trocadas entre Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes.
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PGR questiona investigação
Em manifestação encaminhada ao STF, Gonet questionou a forma como o ministro André Mendonça, relator do caso, determinou o aprofundamento das investigações relacionadas ao Banco Master para analisar as conversas entre Vorcaro e Moraes.
Segundo o procurador-geral, a ampliação da apuração envolvendo um ministro do Supremo dependeria de autorização do plenário da Corte. Com esse entendimento, Gonet defendeu que a investigação, nesse ponto, seja considerada nula.
Mensagens entre Moraes e Vorcaro
As conversas entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro foram divulgadas pelo jornal O Estado de S. Paulo. Segundo as informações publicadas, as mensagens tratavam, entre outros assuntos, da possibilidade de uma operação da Polícia Federal que poderia atingir o então banqueiro.
Parte das mensagens teria sido enviada nos dias que antecederam a prisão de Vorcaro.
Em 15 de novembro de 2025, o ex-banqueiro teria questionado Moraes sobre a possibilidade de precisar deixar o Brasil. Em uma das mensagens, perguntou: “Acha que segunda já tenho que estar fora?”.
Dois dias depois, em 17 de novembro, Vorcaro foi preso pela Polícia Federal no Aeroporto Internacional de São Paulo. Segundo a PF, ele foi detido enquanto tentava embarcar em um jato particular.
O caso segue sendo analisado pelas autoridades, enquanto os questionamentos sobre a investigação e o conteúdo das mensagens continuam repercutindo.






