Lauris Rocha – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – A paralisação do transporte coletivo em Manaus na tarde desta segunda-feira, 20/7, provocou transtornos para milhares de passageiros. Motivada pelo atraso no pagamento dos salários dos rodoviários, a greve deixou terminais e paradas de ônibus lotados, provocando longas filas e deixando as pessoas sem previsão de quando conseguiriam chegar aos seus destinos.
A equipe do Portal Rios de Notícias esteve no Terminal de Integração 1 (T1), no Centro da cidade. No local, uma extensa fila de ônibus parados ocupava parte da avenida Constantino Nery, enquanto centenas de passageiros aguardavam a retomada da circulação.
Em nota, o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Manaus informou que toda a categoria foi convocada a interromper imediatamente as atividades em todos os pontos da capital. Segundo a entidade, a paralisação atingiu 100% do sistema, com motoristas, cobradores e demais trabalhadores das garagens cruzando os braços.
O presidente do sindicato, Givancir Oliveira, afirmou que o principal motivo da greve é o atraso recorrente no pagamento dos salários. Segundo ele, mesmo após decisão judicial que prevê multa diária às empresas de ônibus pelo descumprimento da obrigação, os consórcios continuam atrasando os vencimentos dos trabalhadores.
Enquanto isso, o T1 seguia tomado por passageiros que aguardavam a normalização do serviço. Entre eles estava o aposentado José, conhecido como “Seu Zé”, que demonstrava indignação com a situação.
“Desde uma hora [da tarde] eu estou aqui. Andei do Boulevard Álvaro Maia até a Leonardo Malcher e vim para o T1. Agora cobraram minha passagem, mas não devolveram o dinheiro. Quem é o culpado? É o governador? O prefeito de Manaus? Porque eles não estão repassando o dinheiro. Então paguem o pessoal porque, se não, vão ter que devolver o dinheiro dos passageiros”, afirmou.
Outro passageiro, Antônio, contou que foi surpreendido pela interrupção do serviço e criticou a falta de aviso prévio.
“Por duas vezes eles fazem essa greve e nem avisam a população. Pegou todo mundo de surpresa. Até agora não passou nenhum ônibus. A paralisação começou por volta de meio-dia e meia, uma hora, e não teve nenhum aviso prévio”, disse.
Com a suspensão da circulação dos coletivos, muitos passageiros recorreram aos aplicativos de transporte, enquanto outros precisaram seguir o trajeto a pé para conseguir chegar ao trabalho, consultas médicas e demais compromissos. A paralisação também provocou aumento na procura por corridas particulares e congestionamentos em diversos pontos da cidade.






