Redação Rios
MANAUS (AM) – O Ministério Público do Amazonas (MPAM) instaurou um procedimento para investigar as causas e as consequências do vazamento de vapores de gás estireno registrado na tarde de quarta-feira, 15/7, em uma fábrica do Distrito Industrial, em Manaus. O acidente provocou um forte odor que se espalhou por diversos bairros da capital e deixou trabalhadores e moradores com sintomas de mal-estar.
A investigação foi aberta por meio da Notícia de Fato nº 01.2026.00005936-8, por determinação do coordenador do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça Especializadas na Defesa do Meio Ambiente, Patrimônio Histórico e Urbanismo (CAO-MAPH-URB), promotor Carlos Sérgio Edwards de Freitas, a pedido da procuradora-geral de Justiça do Amazonas, Leda Mara Albuquerque.
O objetivo é esclarecer o que provocou o acidente, avaliar os impactos ao meio ambiente e à saúde da população e verificar se houve alguma irregularidade que possa resultar na responsabilização dos envolvidos.
O caso foi encaminhado à 49ª Promotoria de Justiça Especializada na Proteção e Defesa do Meio Ambiente e Patrimônio Histórico (Prodemaph), sob responsabilidade da promotora Ana Cláudia Abboud Daou, que dará continuidade às investigações.
Entre as primeiras medidas adotadas estão o envio de ofícios aos órgãos que atuaram na ocorrência, para reunir informações técnicas que possam auxiliar na apuração dos fatos.
O vazamento mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros, do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e de outros órgãos de emergência. Além da evacuação da fábrica, moradores de diferentes regiões de Manaus relataram sentir um forte cheiro de produto químico e sintomas como irritação, dor de cabeça e náuseas.
O estireno é uma substância utilizada na fabricação de plásticos, resinas e borrachas. A exposição aos seus vapores pode causar irritação nos olhos, nariz e garganta, além de tontura, dores de cabeça e enjoos.






