Júnior Almeida – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Um vídeo gravado no Hospital e Pronto-Socorro 28 de Agosto mostra o vereador Capitão Carpê (PL) sendo impedido por funcionários da unidade de registrar imagens durante uma fiscalização. O parlamentar relata “caos” e denúncias de superlotação no complexo hospitalar localizado no bairro Adrianópolis, zona Centro-Sul de Manaus.
A gravação publicada nesta quarta-feira, 8/7, em suas redes sociais começa no momento em que um funcionário informa que o vereador não poderia filmar dentro do hospital. Carpê questiona a restrição. “Eu não posso gravar? É um local público, eu sou vereador. Era para eu estar perguntando, por exemplo, daquela senhora […] por que ela está há oito horas sem ser atendida?”, afirma.
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Na sequência, o parlamentar afirma que a direção da unidade tenta impedir que a situação fosse exposta e diz que a medida contribui ainda mais para esconder os problemas enfrentados pelos pacientes diariamente no local.
“É por isso que acontecem atrocidades dentro desse lugar. Justamente por conta de diretrizes iguais a essas, que a gente não pode mostrar. Eu sinto muito pela direção do hospital colocar você [servidor da unidade] numa situação constrangedora dessa”, declara.
Durante a discussão, um dos funcionários informa que acionaria a Polícia Militar para retirar o vereador da unidade. Enquanto a discussão ocorria, o vereador também conversava com pacientes que aguardavam atendimento.
Segundo ele, uma das reclamações recebidas era de que apenas um profissional estaria responsável pela troca de sondas e teria saído para o horário de almoço, sem nenhum retorno até aquele momento.
O parlamentar afirma que permaneceu no hospital desde as 9h e classificou a situação encontrada como “caótica”. “Gente, desde as nove horas que eu estou aqui. Agora que eu estou saindo. Está um caos ali dentro”, afirma.
Carpê criticou ainda a atuação da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), ao afirmar que a fiscalização da rede estadual de saúde deveria ser exercida pelos 24 deputados estaduais.
“Temos 24 deputados estaduais no Amazonas que deveriam estar fiscalizando isso aqui. Aí tem que vir um vereador fiscalizar porque os caras não estão fiscalizando”, diz.
Sem respostas
A reportagem do Portal RIOS DE NOTÍCIAS procurou a Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM) para esclarecer as denúncias de superlotação, demora no atendimento e a restrição à fiscalização do vereador e aguarda retorno da pasta.






