Paulo Vitor Castro – Rios de Notícias
PARINTINS (AM) – Uma operação realizada pelo Ministério Público do Amazonas (MPAM) apontou que integrantes de facções criminosas podem estar comandando atividades ilegais de dentro da unidade prisional de Parintins. Durante uma fiscalização no presídio do município, foram apreendidos 19 celulares, além de armas, drogas e materiais com anotações relacionadas à atividade criminosa.
A ação Também teve como alvo áreas urbanas e rurais do município. Comunidades como Vila Amazônia e Zé Açu foram incluídas nas diligências após investigações indicarem uma possível expansão da atuação de facções criminosas nessas localidades.
Ao todo, foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão, além de medidas de quebra de sigilo autorizadas pela Justiça. A operação contou com apoio das polícias Militar e Civil, da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) e de equipes com cães farejadores da PM.
Segundo as investigações, parte das ordens para a prática de crimes estaria sendo emitida de dentro do sistema prisional, o que motivou a fiscalização extraordinária na unidade. O objetivo é identificar lideranças criminosas e interromper canais de comunicação usados pelas organizações.
Além do presídio, as equipes realizaram diligências em áreas consideradas estratégicas para as investigações, como Castanhal e Teixeirão. Documentos e outros materiais foram recolhidos e serão analisados pelos investigadores.
De acordo com o Ministério Público, as apurações também buscam entender o avanço de facções em comunidades vulneráveis, onde grupos criminosos tentariam ampliar sua influência e fortalecer atividades ilícitas.
A operação integra a primeira fase da Operação Convergência Nacional no Amazonas, iniciativa coordenada pelos Ministérios Públicos de todo o país para combater organizações criminosas. Segundo o coordenador do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), promotor Leonardo Tupinambá do Valle, novas etapas devem ser realizadas em outros municípios amazonenses.
As investigações seguem em andamento e novas medidas judiciais, incluindo pedidos de prisão, não estão descartadas.






