Júnior Almeida – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Estudantes, professores, técnicos e representantes da sociedade civil estão sendo convocados para um ato em defesa da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), após a decisão do governador Roberto Cidade (União) de bloquear R$ 100 milhões do orçamento da instituição.
A mobilização está marcada para o dia 18 de junho, a partir das 9h, em frente à sede do Governo do Amazonas, no bairro Compensa, zona Oeste de Manaus.
O protesto é organizado pela União Estadual dos Estudantes do Amazonas (UEE-AM), que critica a medida de contingenciamento e alerta para possíveis impactos nas atividades da universidade.
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Em manifestação divulgada nas redes sociais, a entidade afirma que os “ataques à educação pública” fazem parte de uma lógica que trata o setor como gasto, e não como investimento para o desenvolvimento do estado.
Segundo a UEE-AM, a restrição de recursos pode comprometer áreas estratégicas da instituição, como assistência estudantil, pesquisa científica, infraestrutura, contratação de professores e valorização da comunidade acadêmica.
“A UEA pertence ao povo amazonense e precisa ser tratada como prioridade”, destaca a entidade. Para os organizadores, defender o orçamento da universidade significa garantir oportunidades para milhares de jovens.
Governo bloqueia recurso
A mobilização foi convocada após o anúncio feito na última quinta-feira, 11, por Roberto Cidade, que suspendeu o Decreto nº 54.200, responsável por autorizar o remanejamento de R$ 100 milhões do orçamento da UEA para a Fundação Amazonprev.
Apesar de revogar a transferência dos recursos, o governador informou que o valor permanecerá bloqueado por meio de contingenciamento. “Nós vamos fazer um contingenciamento desse valor da UEA porque, neste momento, precisamos conter despesas”, declarou.
Segue a íntegra da nota:
“Os ataques à educação pública não são um episódio isolado! Isso faz parte de uma lógica que trata a educação como gasto, e não como investimento. Enquanto faltam recursos para garantir permanência estudantil, fortalecer a pesquisa, ampliar a infraestrutura, valorizar a comunidade acadêmica e contratar professores seguimos vendo a universidade ser colocada em segundo plano.
A UEA pertence ao povo amazonense e precisa ser tratada como prioridade. Defender seu orçamento é defender oportunidades para milhares de jovens, o desenvolvimento do estado e a construção de um Amazonas mais justo e soberano.
Por isso, estudantes, professores, técnicos e toda a sociedade estão convocados a ocupar as ruas e levantar suas vozes em defesa da educação pública.”
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