Redação Rios
MANAUS (AM) – O isolamento e as lágrimas frequentes de uma adolescente de apenas 12 anos foram os primeiros sinais de um sofrimento que ocorria dentro de casa. Nessa quarta-feira, 3/6, a Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), por meio da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), cumpriu o mandado de prisão preventiva contra o pai da vítima, um homem de 43 anos, pelo crime de estupro de vulnerável cometido contra a filha.
Segundo o delegado Jeferson Vicente, as investigações começaram no dia 25 de maio deste ano, quando um familiar, alarmado com a situação, levou a jovem até a unidade policial para registrar o Boletim de Ocorrência (BO).
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O desabafo com a avó
A mudança drástica na rotina da menina foi o estopim para que a rede de abusos fosse descoberta pelos parentes.
“Essa pessoa disse que passou a perceber mudanças no comportamento da vítima, que começou a se isolar, chorar com frequência, recusar-se a ir à escola e evitar o convívio familiar. No dia anterior ao registro da denúncia, durante um evento da família, a menor se recusou a sair do quarto e, posteriormente, procurou a avó para revelar os fatos que havia vivenciado”, informou Jeferson.
Abusos em momentos de vulnerabilidade
Conforme os depoimentos colhidos pela equipe de investigação da Depca, o homem aproveitava momentos de fragilidade da filha e agia sob o efeito de álcool.
“Ele sempre abusava dessa criança quando estava dormindo. Em um dos episódios, esse pai teria praticado a ação criminosa quando a vítima estava tomando banho, momento em que entrou no banheiro e praticou os atos libidinosos com sua própria filha, que posteriormente foi orientada por ele que não contasse nada a ninguém”, disse o delegado.
Resposta da Justiça
Diante da gravidade dos relatos e das evidências colhidas, a autoridade policial representou imediatamente pela prisão preventiva do suspeito, que foi deferida pela Justiça.
Com o mandado em mãos, os agentes localizaram e prenderam o homem, que agora se encontra à disposição do Poder Judiciário. Para resguardar a privacidade, a integridade psicológica e a identidade da adolescente, o nome do agressor não foi divulgado pelas autoridades, seguindo estritamente as determinações do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
*Com informações da assessoria






