Redação Rios
BRASIL – Uma mulher de 37 anos foi presa em flagrante na terça-feira, 2/6, em Joinville, no Norte de Santa Catarina, após se passar por uma menina de 12 anos e viver por 14 meses com uma família adotiva.
Segundo a Polícia Civil, a suspeita utilizava a identidade falsa de “Gabriele” e simulava ter Transtorno do Espectro Autista (TEA) para receber cuidados especiais das vítimas.
A prisão ocorreu na residência da família, localizada no distrito de Pirabeiraba, onde a investigada morava e era tratada como filha.
A mulher, que possui um histórico de golpes semelhantes em outros cinco estados, responderá pelos crimes de estelionato e falsa identidade. Como o nome da suspeita não foi divulgado pela polícia, não foi possível localizar a sua defesa.
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Disfarce e rede de mentiras
Para sustentar a farsa ao longo de mais de um ano e ganhar a confiança dos moradores, a mulher mantinha comportamentos infantilizados, fazendo uso rotineiro de chupetas, mamadeiras e brinquedos. Ela chegou a ganhar uma festa de aniversário para celebrar os supostos 12 anos e ganhou um quarto decorado com temas infantis. A pedido dela, a família também custeava doses de um medicamento caro para emagrecer.
Para justificar seus traços físicos de adulta, a suspeita alegava que a aparência era decorrência do uso forçado de hormônios durante a infância, período em que teria sido obrigada pelo próprio pai a se prostituir. Segundo a mentira contada por ela, os hormônios serviam para fazê-la parecer mais velha e evitar suspeitas de exploração infantil.
Acolhimento religioso e reincidência
As investigações apontaram que a mulher chegou a Joinville após ser acolhida por uma comunidade religiosa, onde afirmou ter fugido do Pará devido a maus-tratos. Sensibilizada pela história e pelo fato de a “criança” estar sem documentos, a família da igreja decidiu adotá-la. Quando os novos pais propuseram matriculá-la em uma escola, a suspeita recusou, argumentando que o registro escolar facilitaria sua localização pelo suposto pai abusador.
De acordo com a Polícia Civil de Santa Catarina, a mulher é reincidente e acumula antecedentes penais por golpes idênticos nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Goiás.
Durante o interrogatório oficial, a suspeita confessou integralmente a autoria dos fatos. Após passar por audiência de custódia na Justiça, ela foi encaminhada ao Presídio Regional de Joinville, onde permanece à disposição do Judiciário.
*Com informações da Agência Estado






