Redação Rios
MANAUS (AM) – A pré-candidata ao Governo do Amazonas, Professora Maria do Carmo (PL), criticou a proposta encaminhada pelo governador Roberto Cidade (União Brasil) à Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), que altera as regras de utilização de recursos de um fundo estadual destinado ao apoio a pequenos empresários, cooperativas e empreendedores.
Segundo a pré-candidata, a medida representa um sinal preocupante sobre a condução dos recursos públicos e o tratamento dado ao setor produtivo no Estado.
“Quando falta dinheiro para uma família, ela corta gastos. Quando falta dinheiro para um pequeno empresário, ele trabalha mais, se reinventa e busca alternativas. Mas quando falta dinheiro para o governo, a solução encontrada é retirar recursos de quem produz. Isso não é responsabilidade fiscal. É transferir a conta para a população”, afirmou.
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A proposta prevê a possibilidade de utilização de mais de R$ 200 milhões originalmente destinados ao fomento de atividades econômicas para outras finalidades da administração estadual.
Para Maria do Carmo, a medida pode enfraquecer políticas de incentivo ao empreendedorismo em um momento em que, segundo ela, o Amazonas precisa ampliar a geração de emprego e renda.
“Estamos falando de recursos que deveriam estar ajudando pequenos negócios, cooperativas, produtores e empreendedores a crescerem. Dinheiro que poderia estar gerando oportunidades e movimentando a economia dos municípios. Em vez disso, querem usar esses recursos para cobrir despesas do próprio governo”, disse.
A pré-candidata também questionou dispositivos da proposta relacionados à responsabilização dos agentes públicos. “Quem tem convicção de que está tomando a decisão correta não começa a discussão preocupado com mecanismos de proteção para si mesmo. Isso gera dúvidas legítimas e precisa ser debatido com transparência”, declarou.
Contratos com empresas ligadas à família
Maria do Carmo também citou contratos firmados pelo governo estadual com empresas ligadas à família do governador Roberto Cidade. Segundo informações já divulgadas pela imprensa, os valores ultrapassariam R$ 300 milhões ao longo da administração do ex-governador Wilson Lima (União Brasil), aliado político de Cidade.
A Navegação Cidade Ltda., que tem como sócios familiares do governador, mantém contratos com o governo desde 2021 e teria recebido recursos por meio da Secretaria de Estado de Educação e Desporto (Seduc). Outra empresa ligada à família, a RR Serviços de Transporte e Navegação Ltda., também firmou contratos com o Estado para transporte escolar.
Cobrança por transparência
A pré-candidata afirmou ainda que a população tem o direito de cobrar explicações sobre a gestão dos recursos públicos estaduais antes de eventuais mudanças na destinação de verbas.
“O povo amazonense tem o direito de perguntar se está faltando dinheiro para investir ou para apoiar quem produz. É preciso explicar por que se chegou a essa situação. Antes de retirar recursos dos empreendedores, o governo precisa prestar contas sobre a aplicação do dinheiro público e sobre as prioridades adotadas”, afirmou.
Para Maria do Carmo, o episódio reforça a necessidade de mudança na forma de gestão do Estado. “O Amazonas merece um governo que trate o dinheiro público com responsabilidade, planejamento e respeito com quem trabalha, produz e gera empregos”, concluiu.
*Com informações da assessoria






