Lauris Rocha – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – O cinema independente amazonense ganha um novo espaço de exibição neste domingo, 31/5, com a estreia da primeira edição do Cine Lua Cheia. O projeto será realizado a partir das 18h, no Baquiat, localizado na rua Silva Ramos, nº 170, no Centro de Manaus.
A iniciativa tem como objetivo valorizar a produção audiovisual da Amazônia por meio da exibição de obras autorais de diretores, produtores, atores e atrizes da região. As sessões ocorrerão sempre em noites de lua cheia, propondo uma experiência cultural ao ar livre para os amantes da sétima arte.
A programação de estreia reúne os filmes Garrote – Entre Eles, a Realidade, de Bruno Pantoja; O Tempo Passa, de Diego Bauer; Desentupidor, de Jimmy Christian; O Dilema de Antônia, de Orlando Júnior; e Beto, de Thiago Morais.

Leia também: Filho do Piseiro lança primeiro DVD ao vivo e celebra nova fase da carreira
O público também poderá conferir uma exibição especial de uma obra assinada por André Cunha. As produções transitam por diferentes gêneros, do drama à ficção experimental.
Em entrevista ao Portal RIOS DE NOTÍCIAS, o ator e filósofo Max Caracol, um dos idealizadores do projeto, explicou que a ideia surgiu durante a pandemia da Covid-19, após uma experiência vivida no próprio espaço onde o evento será realizado.
“A ideia do Cine Lua Cheia surgiu quando participei de um evento realizado no terraço do Baquiat, em uma noite de lua cheia. Era um período muito difícil, em que muitas pessoas estavam abaladas pela perda de amigos e familiares. Naquele momento imaginei um cinema a céu aberto, guiado pelo calendário lunar”, relembrou.

Segundo Max, a proposta chegou a ser compartilhada com Marcos, então responsável pelo espaço, que apoiou a iniciativa. Após a morte dele, o projeto foi retomado ao lado de Luene, companheira de Marcos, até finalmente sair do papel.
Para o idealizador, o Cine Lua Cheia nasce para preencher uma lacuna no cenário cultural da capital amazonense.
“Temos uma enorme produção cinematográfica no Amazonas, tanto na capital quanto no interior, mas ainda faltam espaços dedicados à exibição dessas obras. Não basta produzir filmes; é preciso formar público e criar oportunidades para que as pessoas conheçam e valorizem essa produção. O Cine Lua Cheia surge justamente com esse propósito”, destacou.
A expectativa é que o projeto se consolide como um ponto de encontro entre realizadores e espectadores, fortalecendo a circulação do cinema produzido na Amazônia e ampliando o acesso do público às produções locais.






