Elen Viana – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Lucila Meireles Costa, de 42 anos, suspeita de atuar como falsa advogada em um esquema ligado ao Comando Vermelho (CV), morreu dentro de um presídio em Teresina (PI), na sexta-feira, 22/5. Ela havia sido presa durante a Operação Erga Omnes, da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM).
Segundo nota da Secretaria de Estado da Justiça do Piauí (Sejus-PI), ela passou mal na Penitenciária Feminina, foi levada para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e não resistiu. Lucila estava internada desde o dia 19 de maio na UPA do bairro Promorar, na zona Sul da capital.
De acordo com o Instituto Médico Legal (IML), a causa da morte está relacionada a problemas de saúde, como diabetes descompensada e complicações metabólicas e respiratórias.
“Constatação de complicações no seu quadro de saúde pré-existente de diabetes descompensada, com hiperglicemia, acidose metabólica e respiratória. A secretaria informou que a Polícia Civil foi acionada por meio do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), conforme o protocolo. A assistência aos familiares também está sendo prestada”, informou a Sejus-PI.
Operação Erga Omnes
Lucila Meireles Costa foi presa em Teresina (PI), suspeita de se passar por advogada para acessar processos judiciais sigilosos e repassá-los à facção criminosa Comando Vermelho. Ela atuava como elo entre o grupo e servidores públicos, facilitando operações criminosas que incluíam tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e corrupção.
A prisão ocorreu durante a Operação Erga Omnes, deflagrada pela Polícia Civil do Amazonas. Durante a ação, foram apreendidos aparelhos eletrônicos, anotações e um token que seria vinculado à Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Amazonas, usado de forma ilegal.
Segundo a investigação, Lucila corrompia servidores do Tribunal de Justiça do Amazonas para obter informações sob segredo de Justiça, permitindo que o grupo criminoso movimentasse cerca de R$ 70 milhões desde 2018, utilizando empresas de fachada para importar drogas da Colômbia com destino a Manaus.
O delegado Marcelo Martins, do 24º DIP, explicou que o esquema tinha ramificações dentro da administração pública, com servidores atuando como parceiros do crime, fornecendo suporte logístico e acesso a dados confidenciais. Relatórios do Coaf identificaram transações financeiras suspeitas de alto valor relacionadas ao grupo.






