Elen Viana – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Funcionários e acompanhantes de pacientes denunciaram a paralisação das obras, além de condições precárias na estrutura e falta de insumos para atendimento de pacientes na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) que integra a Unidade Hospitalar de Tabatinga, na região do Alto Solimões, interior do Amazonas. O complexo também inclui a maternidade Celina Villacrez Ruiz, ambas administradas pela Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas.
Segundo denúncia anônima encaminhada ao Portal RIOS DE NOTÍCIAS, as obras iniciadas em fevereiro de 2026 seguem paralisadas, comprometendo o funcionamento da unidade e gerando dificuldades no atendimento diário.
“Obras paradas, instalações todas quebradas, mas os pacientes continuam chegando aqui, e nós temos que trabalhar. Não tem lavanderia, não tem material. Está tudo quebrado. Isso aqui eram instalações que estavam fechadas e foi tudo quebrado para fazer uma reforma que parou. Essa é a situação da UPA de Tabatinga”, relatou um profissional da unidade que preferiu não se identificar.
Conforme anunciado pelo Governo do Amazonas, em novembro de 2025, o investimento previsto para a reforma do complexo hospitalar é de R$ 11 milhões. O projeto incluía modernização estrutural, ampliação de leitos clínicos, de UTI e do Centro Cirúrgico, além da atualização do parque tecnológico da unidade. A previsão também era ampliar a quantidade de leitos de 45 para 87.
Apesar disso, os denunciantes afirmam que a unidade enfrenta falta de medicamentos, equipamentos quebrados e estrutura comprometida. Entre os problemas relatados estão a sala cirúrgica desmontada, aparelhos danificados e uma mesa cirúrgica queimada, sem condições adequadas de uso.
“A mesa de cirurgia está queimada nesta parte e fica inviável de usar, pois não oferece segurança para os pacientes, além da falta de algumas medicações. A gente encontra uma sala cirúrgica totalmente desmontada, com aparelhos quebrados. Um paciente pode acabar se queimando nessa mesa cirúrgica. Ou seja, é tudo material obsoleto ou danificado”, afirmou a denúncia.
Prazo de entrega atrasado
De acordo com o cronograma divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas, a entrega da maternidade estava prevista para o fim de março deste ano, junto com a instalação de um tomógrafo, da nova central de material esterilizado e da lavanderia.
A segunda etapa da obra incluiria ainda a construção de novas estruturas administrativas, cozinha e lavanderia do hospital. O prazo total de conclusão do complexo era de 12 meses.
A reportagem procurou a Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas para solicitar posicionamento sobre as denúncias envolvendo a paralisação das obras e as condições da unidade hospitalar, mas não obteve resposta até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto para manifestação.






