Lauris Rocha – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Motoristas e moradores das zonas Sul e Leste de Manaus denunciam as condições precárias das vias e cobram soluções da Prefeitura de Manaus após acidentes, prejuízos financeiros e riscos constantes à população. Entre os pontos mais críticos estão a rua José Amâncio, no bairro São Francisco, e a Alameda Cosme Ferreira, no Coroado.
No bairro São Francisco, uma cratera aberta no meio da rua provocou um acidente envolvendo um caminhão nesta semana. Segundo moradores, o motorista tentou atravessar o trecho comprometido, perdeu o controle do veículo e atingiu um poste de energia elétrica, causando interrupção no fornecimento de energia para parte da área.
O técnico de informática Matheus de Souza contou que familiares chegaram a alertar o caminhoneiro sobre o risco de passar pelo local.
“Minha avó e minha prima avisaram que não dava para ele passar por causa do buraco, porque poderia acertar alguma coisa. Como o trecho é inclinado, o medo era justamente esse. Mas ele não escutou e acabou batendo no poste”, relatou.

Segundo os moradores, a cratera surgiu há semanas e, desde então, pedidos de ajuda vêm sendo feitos à Prefeitura de Manaus e à concessionária Águas de Manaus. Eles afirmam que o buraco aumenta a cada dia e há suspeita de vazamento subterrâneo, já que água limpa escorre constantemente pelo local.
Além do risco de novos acidentes, os moradores temem que o problema comprometa as residências próximas. Em outro trecho da mesma rua, uma segunda cratera se abriu ao lado de um prédio residencial e já apresenta risco estrutural, conforme relatos da população.
A dona de casa Edna Pereira, que vive na área há cerca de 30 anos, afirma que os moradores não sabem mais a quem recorrer.

“A gente liga para a Prefeitura, liga para a Águas de Manaus, mas ninguém resolve. Um joga para o outro. O caminhão bateu no poste, quebraram o cano de água e até agora seguimos sem solução”, desabafou.
Moradores também afirmam que motociclistas já sofreram acidentes no trecho por conta da profundidade da cratera e da falta de sinalização adequada. Para eles, o fluxo intenso de veículos na rua aumenta ainda mais o risco de tragédias.

Enquanto isso, na zona Leste da capital, motoristas denunciam uma série de buracos e desníveis ao longo da Alameda Cosme Ferreira, principalmente nas vias de acesso à Grande Circular. Segundo os condutores, os problemas têm causado danos constantes aos veículos.
O autônomo Venceslau Nascimento afirmou que a situação prejudica diariamente quem precisa trafegar pela região.
“As ruas estão muito defeituosas e quebram muitos carros. Tem buracos enormes e o prejuízo acaba ficando para a população”, disse.

Já o motorista Claudio Celestino criticou os serviços de recuperação feitos nas avenidas da cidade e afirmou que os remendos no asfalto não resolvem o problema.
“Fica cheio de altos e baixos. Parece um pula-pula. Danifica suspensão, amortecedor, mola e várias peças do carro. O gasto é constante”, afirmou.
Além dos danos mecânicos, motoristas relatam gastos frequentes com troca de pneus e manutenção. Eles também reclamam da falta de soluções definitivas para os problemas nas vias da capital.

Em nota, a Prefeitura de Manaus informou que equipes da Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf) realizaram vistorias técnicas nos locais denunciados. No caso da rua José Amâncio, no São Francisco, a prefeitura apontou que o problema estaria relacionado a um vazamento em uma tubulação da concessionária Águas de Manaus.
A Agência Reguladora dos Serviços Públicos Delegados do Município de Manaus (Ageman) foi acionada para notificar a empresa.

Já na Alameda Cosme Ferreira, a prefeitura informou que os desníveis e irregularidades na pista estariam associados às obras executadas pela Companhia de Gás do Amazonas (Cigás). Segundo o município, a situação segue sendo acompanhada para garantir a recuperação da via.
A Águas de Manaus informou, por meio de nota, que o buraco que provocou o acidente no bairro São Francisco não teria relação direta com serviços da concessionária. Mesmo assim, uma equipe foi enviada ao local para verificar a existência de possíveis vazamentos não visíveis na região.






